Esporte
por Gabriel Bacelar e Douglas Santana
Publicado em 07/08/2024, às 05h30
Diante das reclamações do técnico Rogério Ceni sobre as condições do gramado da Arena Fonte Nova, a administração do estádio realizou uma sessão de entrevistas com a imprensa nesta terça-feira (06). A reportagem do BNews esteve presente para esclarecer as dúvidas dos torcedores baianos.
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Conversamos com Milena Andrade, gerente de Operações da Casa de Apostas Arena Fonte Nova, e com Alexandre Vieira, Diretor de Operações da Greenleaf Gramados, responsável pelo gramado do estádio. De acordo com eles, o maior problema está no setor norte, que passa por um maior período de sombreamento nesta época do ano.
Existem sim as programações do gramado, na maioria delas elas são programações já previamente definidas, quando tem de fato a necessidade. O que a gente enfrenta nesse momento é o sombreamento do setor norte, que isso acontece no determinado período do ano, em média de abril até final de agosto, setembro, onde a gente tem o setor norte com a incidência de sombra, ou seja, não tem o sol no local”, inicia.
Diante desse problema crônico dos estádios construídos no Brasil para a Copa do Mundo de 2014, a Arena Fonte Nova tem reforçado o uso do sistema SGL, logo após ao fim das partidas. São máquinas com luzes artificiais, que simulam a incidência do sol nas partes do gramado onde existe maior presença de sombra.
Por isso que a gente adota o uso das SGLs, que é a iluminação artificial suplementar, para poder ter uma luz no local. Em paralelo também é feito o período das sementes de inverno, as adubações também de forma proporcional para que a gente tenha o norte também de forma equilibrada com o restante do gramado”, explica Milena.
Os projetos arquitetônicos dos estádios para o mundial de 2014 precisaram respeitar uma exigência da FIFA, com as cadeiras oferecendo maior proteção aos espectadores contra eventos naturais, como a chuva. Por isso, um aumento das coberturas sobre as arquibancadas, como acontece na Arena Fonte Nova.
O gramado da Casa de Apostas Arena Fonte Nova recebe manutenções semanalmente e quizenalmente, de acordo com Milena Andrade, gerente de Operações do estádio. Dentro das atividades para manter a grama na melhor qualidade possível, estão cortes regulares, adubações, aplicação de fertilizantes e fungicidas.
Então, tudo isso é feito em cima de técnica, de programações de corte, de adubação, de fungicidas, todo o manejo que é necessário para poder ter o gramado em condições técnicas e de jogabilidade", explica Milena.
Mas para casos onde necessita de uma intervenção maior, como do sombreamento no setor norte, a Arena Fonte Nova possui um "berçário" com a grama utilizada no estádio, do tipo Bermuda Celebration. Em 2025, haverá um aumento desse berçário para tornar o processo de troca do gramado mais eficaz.
Alexandre Vieira, Diretor da Greenleaf, explicou sobre o processo de "backup", que é um viveiro com gramado reserva para ser utilizado nessas ocasiões. Em maio deste ano, a faixa do campo no setor norte precisou ser trocado, como parte das manutenções realizadas na Arena Fonte Nova.
Para resolver e mitigar esse tipo de situação, vamos criar um backup. Já tivemos um esse ano, tínhamos um. No próximo ano vamos aumentar essa quantidade para ter disponibilidade e fazer a troca quando for preciso. Tem uns que chamam de berçário, outros chamam de viveiro. Enfim, é um gramado igual ao que temos aqui, na mesma altura, mesmos procedimentos que são feitos na Arena Fonte Nova, de maneira que você tenha ele à pronto uso. Trocou, você imediatamente usa", destaca.
Durante a conversa com a reportagem do BNews, o Diretor de Operações da Greenleaf comentou sobre a possibilidade de implementação do gramado híbrido na Fonte Nova, visto os eventos naturais - como o sombreamento citado no começo da reportagem - que afetam a grama natural.
Então o gramado ele evolui, uma das tecnologias que são pensadas, sim, é o híbrido. Você instalar um gramado híbrido aqui, você vai ter uma superfície de jogo mais uniforme que teríamos hoje, é uma possibilidade, mas essa possibilidade também interfere um pouco na troca, às vezes atrapalha um pouco. Porque no híbrido há a costura da grama sintética a 18 centímetros de profundidade e deixa dois para fora a cada dois centímetros. Então assim, alguns procedimentos técnicos são impedidos de ser feitos, tipo uma aeração, um processo onde você fura, saca material e trocar o solo, isso já não é possível, mas se você tem uma superfície melhor, é uma tecnologia possível, é possível. Mas a troca também nos atende”, inicia Alexandre Vieira.
Embora a troca programada da atual grama atenda as demandas da administração da Arena Fonte Nova, não está descartada uma futura substituição do gramado natural pelo híbrido.
Essa tecnologia mistura as gramas natural e sintética em um único campo. Um projeto está sendo praticado pela Greenleaf com o Flamengo, no Maracanã. No Maraca, o gramado recebe os cuidados da mesma empresa que realiza as manutenções na Arena Fonte Nova. O modelo híbrido também é adotado na Neo Química Arena, estádio do Corinthians.
É uma evolução que é possível de ser feita assim. Todas essas possibilidades são discutidas junto com a diretoria da arena, em conjunto com a diretoria do Bahia”, finaliza o Diretor da Greenleaf.
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