Esporte
Após polêmicas envolvendo relações extraconjugais, fetiches sexuais e agressão, chegou ao fim a passagem de Dimitri Payet pelo Vasco da Gama. O clube carioca anunciou, nesta segunda-feira (9), a rescisão contratual com o meia francês. As conversas entre as partes já vinham acontecendo nos últimos dias e terminaram em comum acordo.
Payet, que tinha vínculo com o clube até 31 de julho, não atuava desde abril, quando sofreu uma lesão ligamentar no joelho durante a derrota para o Ceará, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Em 2025, já vinha sendo opção no banco de reservas e havia perdido espaço na equipe.
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Contratado com grande expectativa em 2023, Payet foi recepcionado por cerca de cinco mil torcedores em sua chegada ao Rio de Janeiro. Foi peça importante na campanha de recuperação do Vasco, contribuindo com gols decisivos — entre eles, o gol de falta na vitória por 2 a 1 sobre o América-MG, na reta final da competição.
Com a chegada de Philippe Coutinho na temporada seguinte, Payet passou a dividir posição e acabou perdendo protagonismo. Aos 38 anos, encerra sua trajetória pelo clube com 77 partidas disputadas, somando 8 gols e 16 assistências. Em entrevistas recentes, o francês já dava sinais de que cogita a aposentadoria dos gramados.
Denúncia de agressão
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) decidiu arquivar a denúncia feita pela advogada Larissa Ferrari contra o meia. A mulher acusa o francês de violência física, psicológica e sexual. No entanto, segundo o MP, não existem provas concretas de que o jogador tenha cometido os crimes.
A decisão se baseou em mensagens trocadas entre os dois, analisadas pelo órgão. Nos documentos, o Ministério Público afirma que havia um envolvimento afetivo entre eles e que as conversas tinham “tom sexual consentido”. O texto também aponta que os dois compartilhavam práticas relacionadas ao sadomasoquismo, incluindo agressões físicas como parte do fetiche.
O MPRJ destacou que não encontrou indícios de desconforto nas conversas. Pelo contrário, viu “empatia” de ambas as partes. Sobre as denúncias de violência psicológica, o órgão disse que faltaram testemunhas, laudos médicos e relatórios psicológicos que pudessem comprovar os abusos.
Em relação às agressões físicas, Larissa apresentou imagens de hematomas, mas, segundo o Ministério Público, ela mesma disse em depoimento que tapas, mordidas e outras práticas do tipo faziam parte da relação sexual dos dois. “É difícil mensurar o grau de limite do que a vítima considerava razoável”, diz o pedido de arquivamento, que menciona inclusive um conteúdo íntimo enviado por Larissa ao jogador — mas que não teve o teor revelado.
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