Esporte
por Gabriel Santana
Publicado em 26/08/2026, às 17h39
O atleta faixa preta de jiu-jitsu identificado como Willian Masuda, mais conhecido como Kabuto, perdeu os seus movimentos e a sensibilidade da região do tórax para baixo do corpo após ter sofrido um golpe proibido durante uma competição de jiu-jitsu, no último sábado (22), em Londrina, no Paraná (PR).
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O golpe proibido em Kabuto acabou acontecendo no embate com o Juliano Di Pelli Machado, pelo Super Pro Jiu-Jitsu 2026, que acabou aplicando um movimento conhecido como “bate estaca”, banido do esporte justamente por expor o adversário a graves lesões. Willian foi levantado por Di Pelli, ficou de cabeça para baixo e, em seguida, o lutador projetou o corpo sobre a vítima.
Com a grave lesão que atingiu a sua coluna cervical, o faixa preta se encontra internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Em nota divulgada por Luiz Gustavo Muniz, em um vídeo publicado nas redes sociais, na última terça-feira (25), Kabuto se encontra clinicamente estável e respira sem a ajuda de aparelhos.
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Kabuto sofreu uma fratura alta na coluna cervical e passou por uma cirurgia de quase 10 horas. De acordo com o Globo, por mais que esteja clinicamente estável, a lesão ainda é considerada muito grave e o atleta consegue mexer, de forma discreta, os seus braços.
A vítima segue sem previsão de alta médica. A mulher de Kabuto, Fernanda Mayumi, criou uma vaquinha solidária para ajudar na recuperação do atleta.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou uma notícia-crime para a Polícia Civil do Paraná (PC-PR) e solicitou que um inquérito fosse aberto para a apuração do caso. O promotor de Justiça, Renato de Lima Castro, que também é faixa preta de jiu-jitsu, apontou que Juliano deve ser responsabilizado.
"Ele (Juliano) se projetou com todo o peso de 120 quilos sobre uma estrutura humana que estava com a cabeça fincada no chão, só com o pescoço dele. Ele deve ser responsabilizado".
Além das medidas judiciais, foram solicitadas pela investigação que as imagens da luta e das câmeras de segurança do Moringão, local da luta, sejam preservadas, assim como uma perícia médica seja realizada, colheita de depoimentos de atletas, árbitros e organizadores, além da análise do regulamento da competição e súmula da luta.
Os responsáveis pela defesa de Juliano Di Pelli Machado se pronunciou dizendo que o lutador está profundamente abalado com o estado de saúde de Willian.
Os advogados do autor do golpe pediram que o caso seja analisado através das imagens completas da luta, das regras da modalidade e da avaliação da arbitragem.
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