Esporte
por Cibele Gentil
Publicado em 10/08/2026, às 12h23
A baiana Bia Ferreira, de 33 anos, é atualmente considerada a principal atleta da seleção brasileira de boxe. Bia iniciou a carreira como aprendiz na Olimpíada no Brasil. A trajetória olímpica da lutadora já inclui duas medalhas: prata em Tóquio (2020) e bronze em Paris (2024). A atleta, que chegou a conquistar um cinturão no boxe profissional, agora foca nos jogos de Los Angeles de 2028, em busca do tão sonhado ouro.
O início promissor
“A Rio-2016 foi onde tudo começou. Quando passei a realizar meus sonhos, meu primeiro contato com atletas profissionais e quando decidi ser uma boxeadora de alto rendimento”, lembra Bia Ferreira. Naquela ocasião, ela participou do projeto Vivência Olímpica.
O projeto possibilitou que 20 iniciantes de diversas modalidades convivessem com os atletas olímpicos brasileiros. Durante os jogos do Rio, ela foi parceira de treino da também baiana Adriana Araújo, que foi a primeira medalhista olímpica do boxe feminino com o bronze em Londres, em 2012. O desempenho de Bia chamou a atenção dos técnicos brasileiros e, no ano seguinte, passou a integrar a seleção permanente.
Entre o olímpico e o profissional
No Rio, o boxe feminino contava apenas com três categorias. Naquela época, ela lutava nos 60kg. Atualmente, Bia compete nos 65kg. A nova categoria vai itegrar o programa do boxe em Los Angeles. Na edição de 2028, o boxe feminino contará com as mesmas divisões de peso para os homens.
Apesar de ter passado um período se dedicando apenas ao boxe profissional, em 2025, Bia ainda não deu por encerrada a sua história em Olimpíadas. “Nunca abandonei o boxe olímpico. Se tivesse vindo o ouro em Tóquio ou Paris, a história poderia ser outra”, confidenciou Bia Ferreira.
A atleta baiana já convive entre as duas categorias desde o período dos jogos de Paris. Naquele momento da carreira, ela priorizava o calendário de classificação olímpica e marcava as lutas profissionais nas brechas. No ano passado, Bia manteve apenas a carreira profissional na pauta.
No boxe profissional, a baiana teve oito vitórias e apenas uma derrota. Ela chegou a ser dona do cinturão do peso-leve (61kg), da Federação Internacional de Boxe (IBF). A conquista aconteceu em abril de 2024, quando ela derrotou a argentina Yanina del Carmen Lescano. Em dezembro de 2025, Bia perdeu o título para a atleta turca Elif Nur Turhan.
Vitórias e o sonho do ouro olímpico
“Sei que tenho boxe suficiente para ser uma campeã olímpica, é o único título que me falta”, disse a atleta. Ela agora se prepara para a disputa pela medalha de ouro na categoria 65kg nos jogos de Los Angeles de 2028.
Em dez anos de carreira olímpica, Bia Ferreira foi pentacampeã brasileira, (2017, 2018, 2020, 2022 e 2026), campeã dos Jogos Sul-Americanos em Cochabamba (2018), bicampeã dos Jogos Pan-Americanos (Lima-2019 e Santiago-2023), bicampeã mundial (Ulan-Ude-2019 e Nova Delhi-2023), vice-campeã mundial em Istambul (2022), e duas vezes medalhista olímpica na categoria leve (Tóquio- 2020 e Paris-2024).
Classificação Indicativa: Livre
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