Esporte

CBF toma decisão sobre gramado sintético após pressão de clubes; saiba qual

Lucas Figueiredo/CBF
Durante reunião, CBF decidiu não alterar regulamentação atual sobre gramados sintéticos, apesar da pressão de clubes como Flamengo e Fluminense  |   Bnews - Divulgação Lucas Figueiredo/CBF
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 12/12/2025, às 22h38



A discussão sobre o uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (11). Durante o Conselho Técnico realizado no Rio de Janeiro, a CBF decidiu manter a normativa atual e não colocou em votação qualquer proposta de alteração no regulamento, mesmo após a pressão pública de Flamengo e Fluminense, que buscavam excluir o piso artificial das competições nacionais. 

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O assunto voltou à tona no início da semana, quando o Flamengo divulgou um documento defendendo a proibição dos gramados sintéticos e propondo novos padrões de qualidade para os campos do país. 

A manifestação acirrou os ânimos entre os clubes, já que equipes que mandam seus jogos em gramados artificiais, Athletico-PR, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras, reagiram rapidamente e divulgaram um posicionamento conjunto.

No texto, afirmaram que não existe regulamentação de gramados no Brasil e destacaram que, hoje, muitos campos sintéticos entregam desempenho superior ao de gramados naturais mal conservados. 

Mesmo com o embate público, o tema não entrou em pauta durante a reunião da CBF. A entidade preferiu manter o cenário atual e evitar uma votação que poderia dividir ainda mais os clubes. Nos bastidores, dirigentes afirmam que a discussão deve continuar em 2026, mas que qualquer mudança precisa ser construída de forma coletiva e embasada em análises técnicas mais profundas. 

O que defende o Flamengo?

  • Gramados sintéticos não oferecem condições ideais para o futebol de alto rendimento.
  • Ligas europeias e principais ligas sul-americanas não utilizam piso artificial.
  • Nenhum país campeão mundial adota gramados de plástico em sua primeira divisão.
  • Jogadores vêm se manifestando contra esse tipo de superfície e, em alguns casos, se recusam a atuar nesses campos.
  • Estudos indicam aumento no número de lesões e outros problemas ligados ao contato com o plástico. 
  • Proposta de período de transição: fim dos sintéticos na Série A até 2027 e na Série B até 2028.
  • Criação de padrões mínimos de qualidade para gramados naturais e artificiais, incluindo critérios de fibra, densidade, amortecimento, irrigação, drenagem e testes técnicos como rolagem da bola e absorção de impacto. 

Com a decisão da CBF, o uso dos gramados sintéticos permanece autorizado para a próxima temporada. A regulamentação segue sem mudanças, mas o debate está longe de terminar, e promete movimentar os bastidores do futebol brasileiro ao longo de 2026. 

Nota dos clubes na íntegra 

Diante das recentes declarações públicas sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais.

Em primeiro lugar, é imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada.

Também reiteramos que um gramado sintético de alta performance supera, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.

É igualmente importante esclarecer que não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos.

Classificação Indicativa: Livre

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