Esporte
por Analu Teixeira
Publicado em 12/12/2025, às 22h38
A discussão sobre o uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (11). Durante o Conselho Técnico realizado no Rio de Janeiro, a CBF decidiu manter a normativa atual e não colocou em votação qualquer proposta de alteração no regulamento, mesmo após a pressão pública de Flamengo e Fluminense, que buscavam excluir o piso artificial das competições nacionais.
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O assunto voltou à tona no início da semana, quando o Flamengo divulgou um documento defendendo a proibição dos gramados sintéticos e propondo novos padrões de qualidade para os campos do país.
A manifestação acirrou os ânimos entre os clubes, já que equipes que mandam seus jogos em gramados artificiais, Athletico-PR, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras, reagiram rapidamente e divulgaram um posicionamento conjunto.
No texto, afirmaram que não existe regulamentação de gramados no Brasil e destacaram que, hoje, muitos campos sintéticos entregam desempenho superior ao de gramados naturais mal conservados.
Mesmo com o embate público, o tema não entrou em pauta durante a reunião da CBF. A entidade preferiu manter o cenário atual e evitar uma votação que poderia dividir ainda mais os clubes. Nos bastidores, dirigentes afirmam que a discussão deve continuar em 2026, mas que qualquer mudança precisa ser construída de forma coletiva e embasada em análises técnicas mais profundas.
O que defende o Flamengo?
Com a decisão da CBF, o uso dos gramados sintéticos permanece autorizado para a próxima temporada. A regulamentação segue sem mudanças, mas o debate está longe de terminar, e promete movimentar os bastidores do futebol brasileiro ao longo de 2026.
Nota dos clubes na íntegra
Diante das recentes declarações públicas sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais.
Em primeiro lugar, é imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada.
Também reiteramos que um gramado sintético de alta performance supera, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.
É igualmente importante esclarecer que não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos.
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