Esporte

Clube do Brasileirão rescinde contrato com médico após polêmica envolvendo canetas emagrecedoras; confira

Lucas Figueiredo / CBF - Redes Sociais
Clube do Brasileirão rompeu vínculo com o médico após a descoberta de que ele indicou canetas emagrecedoras  |   Bnews - Divulgação Lucas Figueiredo / CBF - Redes Sociais
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 16/12/2025, às 16h24



O São Paulo decidiu encerrar o vínculo com o médico e nutrólogo do clube, Eduardo Rauen, após a repercussão de uma polêmica envolvendo o uso de canetas emagrecedoras no elenco da equipe paulista. 

O profissional teria sido responsável por indicar e aplicar o medicamento em ao menos dois jogadores do time, apesar de o fornecedor do produto não possuir autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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De acordo com as informações apuradas, o medicamento utilizado para emagrecimento foi distribuído de maneira irregular, fora das normas estabelecidas pela Anvisa. Conhecida popularmente como “caneta emagrecedora”, a substância era comercializada por uma pessoa física, sem permissão legal para venda no Brasil.

O remédio, identificado como Mounjaro, era oferecido mediante pagamento direto, com promessa de entrega imediata e sem a exigência de prescrição médica. O valor cobrado era considerado elevado, e o fornecedor afirmava que o produto era importado, o que inviabiliza sua comercialização regular no país.

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Segundo o UOL, o vendedor chegou a afirmar que o medicamento era indicado a atletas do São Paulo e também fornecido a pessoas ligadas à diretoria do clube. Ao perceber que conversava com um jornalista, no entanto, ele mudou a versão e passou a negar a venda, alegando que havia trazido poucas unidades apenas como um favor a conhecidos.

Apesar da tentativa de recuo, a apuração identificou o destinatário dos pagamentos relacionados às indicações feitas no ambiente do clube. O responsável utilizava linguagem típica de comércio, mencionava estoque limitado, divulgava promoções e compartilhava materiais com orientações sobre o uso das canetas.

Em nota, a Anvisa reforçou que a venda de medicamentos por pessoas físicas é considerada irregular e que esses produtos só podem ser comercializados por farmácias ou drogarias devidamente autorizadas.

O São Paulo afirmou que não tinha conhecimento da origem do medicamento, informou a abertura de uma apuração interna e confirmou o encerramento da parceria com o médico envolvido.

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