Esporte
O São Paulo decidiu encerrar o vínculo com o médico e nutrólogo do clube, Eduardo Rauen, após a repercussão de uma polêmica envolvendo o uso de canetas emagrecedoras no elenco da equipe paulista.
O profissional teria sido responsável por indicar e aplicar o medicamento em ao menos dois jogadores do time, apesar de o fornecedor do produto não possuir autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
⚠️ ABSURDO! Caneta emagrecedora indicada a jogadores do São Paulo era irregular.
— Somos São Paulinos (@somosaopaulinos) December 16, 2025
O fornecedor do medicamento Mounjaro indicado pelo médico Eduardo Rauen, do São Paulo, a atletas do próprio clube é uma pessoa física sem autorização da Anvisa para comercializá-lo.
O UOL… pic.twitter.com/OggyuoIBNX
De acordo com as informações apuradas, o medicamento utilizado para emagrecimento foi distribuído de maneira irregular, fora das normas estabelecidas pela Anvisa. Conhecida popularmente como “caneta emagrecedora”, a substância era comercializada por uma pessoa física, sem permissão legal para venda no Brasil.
O remédio, identificado como Mounjaro, era oferecido mediante pagamento direto, com promessa de entrega imediata e sem a exigência de prescrição médica. O valor cobrado era considerado elevado, e o fornecedor afirmava que o produto era importado, o que inviabiliza sua comercialização regular no país.
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Segundo o UOL, o vendedor chegou a afirmar que o medicamento era indicado a atletas do São Paulo e também fornecido a pessoas ligadas à diretoria do clube. Ao perceber que conversava com um jornalista, no entanto, ele mudou a versão e passou a negar a venda, alegando que havia trazido poucas unidades apenas como um favor a conhecidos.
⚠️ 'Caneta emagrecedora' indicada por médico do São Paulo aos jogadores era, de fato, o Mounjaro.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) December 12, 2025
O médico indicava aos atletas o seu próprio fornecedor, que entregava o medicamento com embalagem, rótulo e bula em inglês - sinal de que não havia sido adquirido no Brasil.
Os… pic.twitter.com/5BXVKpJabv
Apesar da tentativa de recuo, a apuração identificou o destinatário dos pagamentos relacionados às indicações feitas no ambiente do clube. O responsável utilizava linguagem típica de comércio, mencionava estoque limitado, divulgava promoções e compartilhava materiais com orientações sobre o uso das canetas.
Em nota, a Anvisa reforçou que a venda de medicamentos por pessoas físicas é considerada irregular e que esses produtos só podem ser comercializados por farmácias ou drogarias devidamente autorizadas.
O São Paulo afirmou que não tinha conhecimento da origem do medicamento, informou a abertura de uma apuração interna e confirmou o encerramento da parceria com o médico envolvido.
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