Esporte
por Gabriel Santana
Publicado em 07/08/2026, às 16h55 - Atualizado às 17h41
O cuidador que conviveu nas semanas antes da morte da lenda argentina, Diego Maradona, faz declarações fortes sobre o comportamento do ex-jogador durante a tentativa de recuperação, no julgamento sobre a responsabilidade da equipe médica, em San Isidro, cidade a 26 km de Buenos Aires, a capital do país.
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no YouTube!
Aníbal Domínguez contou que conviveu com o ex-futebolista nas semanas anteriores ao seu falecimento. O cuidador de Maradona destacou que ele comia pouco, sofria de incontinência urinária e ficava prostrado na cama, antes de morrer em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, enquanto se tentava se recuperar de uma cirurgia no cérebro.
O cuidador esteve presente na nova audiência do julgamento que tenta apurar o caso da morte do eterno camisa 10 argentino. O astro campeão da Copa teve uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, em sua casa em Tigre, no norte da capital argentina. Domínguez trabalhou com Maradona desde 2015 e morou uma semana na casa dele.
“Diego estava de mau humor, tratava todo mundo mal", disse o cuidador, acrescentando que era difícil acordá-lo e convencê-lo a tomar banho ou comer. "Ele fazia as necessidades nas roupas, não conseguia chegar ao banheiro”.
Domínguez apontou que conversava bastante com o médico de Maradona e principal réu do caso, Leopoldo Luque, e que pedia para ele vir ver o ex-jogador, mas o profissional não aparecia.
Além de Luque, outros seis profissionais da saúde estão sendo julgados por homicídio com dolo eventual, ou seja, tinham conhecimento de que suas ações ou falta delas poderiam causar a morte de Maradona. De acordo com o g1, todos os sete acusados alegam inocência.
"Diego estava recém-operado, então tinha que haver alguém responsável ali. Luque era o médico e amigo dele; ele expulsava o Luque, chegava a cuspir nele, e Luque esperava um pouco, voltava, e eles conversavam", alega Domínguez.
Durante a sessão de julgamento, presenciada por duas filhas do atleta, Dalma e Gianinna, foram reproduzidas algumas gravações em áudio, onde mostram Domínguez dizendo à Luque que Maradona estava “perdido e tinha tremores”, no dia 20 de novembro, sintoma que ambos atrelaram à abstinência alcóolica do ex-camisa 10.
Domínguez conta ainda que, naquela mesma noite, Maradona o pediu para dar uma volta de carro, decisão que foi acatada pelo cuidador, pois ele alegou que o ex-jogador não recebia bem quando ouvia qualquer negativa.
“Não se podia entrar em conflito com Diego e dizer 'não' a ele, porque era pior, ele explodia (...) Diego era o chefe”.
Ver essa foto no Instagram
Classificação Indicativa: Livre
Imperdível
Super desconto
cinema em casa
som poderoso
Smartwatch top