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Diretor explica trabalho e projeta futuro para transformar a base do Bahia: "Potência na produção de atletas"

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Diretor das divisões de base do Bahia, Marcelo Teixeira projeta um futuro brilhante para o clube  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Youtube

Publicado em 23/06/2025, às 16h58   Analu Teixeira



Diretor das divisões de base do Bahia, Marcelo Teixeira foi anunciado pelo clube em dezembro de 2022, sendo um dos primeiros profissionais contratados após a chegada do City Football Group, conglomerado que administra a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Esquadrão de Aço.

Com vasta experiência em categorias de base e captação de talentos, Marcelo tem passagens por Fluminense, Athletico Paranaense e até pelo Manchester United.

Em entrevista à TV Bahêa, o dirigente fez um balanço dos últimos dois anos e meio e projetou um futuro promissor para a base e o time profissional do Bahia. Um dos principais projetos em andamento é o “Bahia Vision” , um plano de longo prazo para estabelecer um “DNA” alinhado com o modelo do Grupo City.

“O Bahia Vision é um projeto de dez anos para a base. A ideia é transformar o Bahia em uma das principais potências formadoras de atletas do Brasil. Quando chegamos, eram 70 pessoas trabalhando na base. Hoje, já passamos de 150. Em pouco tempo, dobramos o quadro de profissionais”, destacou Marcelo.

Durante participação no podcast oficial do clube, ele deixou claro que o objetivo é formar jogadores com nível de Seleção Brasileira. No entanto, lembrou que o trabalho de base exige paciência e foco em resultados a médio e longo prazo.

 “Não é da noite para o dia que se forma um jogador de Seleção. O mercado mudou muito, e para alcançar esse nível precisamos captar atletas entre sete e onze anos. É um projeto realmente voltado para o futuro do Bahia”, explicou.

Mesmo em processo de construção, o clube já começa a colher frutos. As convocações de Ruan Pablo e Dell para as seleções de base são exemplos recentes dessa evolução.

Mudança de Rota

Segundo Marcelo, uma das principais transformações foi a alteração na “geografia do futebol” do clube. Antes, o Bahia perdia muitas promessas para clubes do Sudeste. Agora, o cenário é outro: o Esquadrão passou a liderar o processo de captação.

“Antes, os times do Sudeste vinham aqui buscar jogadores. Perdemos muitos talentos assim. Hoje, a gente chega primeiro nos meninos da Bahia e também estamos presentes em todas as regiões do Brasil”, afirmou o dirigente.

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Ele citou o zagueiro Fredi, natural de Canela (RS), como exemplo dessa nova fase:

“O Fredi hoje está se destacando no profissional, mas é fruto desse novo processo de captação. E pode ter certeza: temos muitos outros garotos de altíssimo nível vindo por aí”, concluiu.

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