Esporte

Federação Paulista libera Tiffany para disputar campeonato após decisão da CBV que bane mulheres trans

Divulgação / CBV
Após a CBV adotar à política do COI que bane mulheres trans de competições, a Federação Paulista afirmou que não irá colocar a proibição em prática  |   Bnews - Divulgação Divulgação / CBV
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 15/08/2026, às 17h36



Após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) adotar à política do COI que bane mulheres trans de competições oficiais, a Federação Paulista afirmou que não irá colocar a proibição em prática no campeonato estadual da modalidade.

Segundo a nota da federação, o torneio foi realizado a partir das normas vigentes antes da decisão da CBV. Desta forma, a ponteira do Osasco, Tifanny, está liberada para atuar na estreia da competição contra o Pinheiros, neste sábado (15), às 21h30. Em nota, a Federação Paulista comunicou que, diante da nova decisão da CBV, irá reavaliar a situação do torneio após o fim da atual edição, que foi organizada conforme a norma antiga.

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“Eventuais medidas para as próximas competições serão definidas após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde, considerando a legislação aplicável, as normas da modalidade e os aspectos técnicos pertinentes”, explicou a Federação Paulista de Vôlei. 

A CBV tinha anunciado a mudança nessa sexta-feira (14), no qual as atletas devem apresentar um teste genético negativo para o gene SRY, que atua como definidor das características de desenvolvimento do gênero masculino. 

A nova determinação vale para todas as jogadoras que disputarem Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027. Confira a nota da Federação Paulista:

“A Federação Paulista de Voleibol (FPV) esclarece, diante da publicação, nesta sexta-feira (14), pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), da nova Política de Elegibilidade para a Categoria Feminina. O Campeonato Paulista Feminino da Divisão Especial já havia sido iniciado e estava sendo realizado de acordo com a legislação e as normas vigentes até aquele momento.

A nova política foi publicada quando a competição já estava em andamento e, portanto, não estava em vigor no momento de seu início. Dessa forma, a FPV vinha conduzindo a competição em conformidade com as regras então vigentes.

A entidade também tomou conhecimento do posicionamento do Osasco São Cristóvão Saúde, que informou ter sido surpreendido pela publicação da nova política e destacou que a normativa impacta diretamente a atleta Tifanny Abreu, que defende o clube desde 2021 e possui uma trajetória reconhecida dentro e fora das quadras.

Diante do novo cenário regulatório, a FPV informa que eventuais medidas para as próximas competições serão definidas após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde, considerando a legislação aplicável, as normas da modalidade e os aspectos técnicos pertinentes.

A Federação Paulista de Voleibol reafirma seu compromisso com o cumprimento das normas, com a segurança e o respeito aos atletas e com a condução responsável e transparente das competições sob sua responsabilidade.” 

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