Esporte

Ídolo? Com altos e baixos, relembre trajetória de Cauly no Bahia

Felipe Oliveira / EC Bahia
Após momentos de brilho e instabilidade, Cauly se despede do Bahia e inicia nova jornada no São Paulo  |   Bnews - Divulgação Felipe Oliveira / EC Bahia
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 16/02/2026, às 14h14 - Atualizado às 14h38



Com trajetória marcada por momentos de brilho e fases de instabilidade, o meia Cauly encerra sua passagem pelo Bahia rumo a um novo desafio. Nesta segunda-feira (16), o clube oficializou o empréstimo do jogador ao São Paulo até o fim da temporada.

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Para viabilizar a negociação, o time paulista utilizou valores que o Tricolor baiano ainda tinha a receber nas transações envolvendo Rodrigo Nestor e Michel Araújo. Inicialmente, o Bahia havia fixado o empréstimo em 500 mil euros (cerca de R$ 3,1 milhões), mas o montante será compensado com o abatimento dessas pendências financeiras.

Assista:

Chegada 

Após 16 anos atuando no futebol europeu, Cauly foi anunciado como reforço do Bahia junto do Ludogorets em 3 de fevereiro de 2023, assinando contrato até 2026. O meia foi a 13ª contratação do clube naquela temporada, em negociação que girou em torno de 2,3 milhões de euros (aproximadamente R$ 12,3 milhões).

Apesar de regularizado no início de fevereiro, o meia estreou apenas no dia 22, na derrota para o Sport pela Copa do Nordeste. O primeiro gol com a camisa tricolor saiu em 1º de março, na goleada por 4 a 1 sobre a Jacuipense, pela segunda fase da Copa do Brasil.

Cauly foi peça decisiva na conquista do Campeonato Baiano de 2023. Marcou dois gols na vitória por 4 a 1 sobre o Itabuna, na semifinal, e deixou sua marca no triunfo por 3 a 0 sobre a Jacuipense na final, resultado que garantiu o 50º título estadual do clube. O desempenho lhe rendeu vaga na seleção do campeonato e consolidou seu protagonismo no time.

No Campeonato Brasileiro, assumiu o posto de principal destaque da equipe. Foram quatro gols e sete assistências em 32 partidas, participando diretamente de 11 gols e contribuindo de forma decisiva para a permanência do Bahia na Série A.

Ao fim da primeira temporada, acumulou 47 jogos, 10 gols e nove assistências, números que marcaram o melhor momento de sua carreira até então. O desempenho despertou o interesse de outros clubes e rendeu ao meia comparações com Bobô, ídolo histórico do Bahia e campeão brasileiro em 1988.

Queda de rendimento e saída

No entanto, A partir de 2024 o rendimento oscilou. Sob o comando de Rogério Ceni, Cauly chegou a ser improvisado como falso 9, função em que apresentou dificuldades, embora tenha participado da campanha que culminou no retorno do Bahia à Copa Libertadores.

Em 2025, o cenário se tornou mais adverso e turbulento. O meia passou a frequentar o banco de reservas e chegou a ser alvo de vaias da torcida tricolor na Arena Fonte Nova. Mesmo com contrato até 2028 e após o clube recusar uma proposta inicial do São Paulo em janeiro, a sequência sem oportunidades abriu caminho para o acerto por empréstimo.

Desde sua chegada, Cauly disputou 174 partidas, marcou 23 gols, distribuiu 26 assistências e conquistou dois títulos estaduais e uma Copa do Nordeste. Agora, o “Mago” tenta recuperar o protagonismo em um novo capítulo no futebol brasileiro.

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Cauly com as cores do Esporte Clube Bahia - Letícia Martins / EC Bahia

Classificação Indicativa: Livre

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