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Marcio Martins questiona possível negociação de SAF com o Vitória em programa com Zé Eduardo

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Comentarista afirmou que nenhum investidor vai aportar grandes valores sem ter garantias sobre toda a estrutura do clube  |   Bnews - Divulgação Reprodução/BNews TV
Marcelo Ramos

por Marcelo Ramos

marcelo.ramos@bnews.com.br

Publicado em 08/08/2025, às 10h27



Durante participação no programa Giro Baiana FM nesta sexta-feira (8), comandado pelo apresentador Zé Eduardo, o comentarista esportivo Márcio Martins levantou debate sobre o processo de venda de clubes de futebol para Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).

Para ele, nenhum investidor vai aportar grandes valores em uma equipe brasileira sem ter garantias sobre toda a estrutura do clube, incluindo o estádio.

“Quando se trata de uma venda de um clube de futebol como foi o caso de Bahia e Cruzeiro, é uma venda, não um arrendamento. Vamos imaginar o caso do Vitória. Imagine que o investidor chegue para aportar dois bilhões no futebol do Vitória. É justo alguém comprar e o estádio ficar com a associação? Imagine que um grupo investe tudo isso no futebol e na hora do estádio, eles dizem: não, o estádio não vendo, não, o estádio vai ficar comigo. E toda a receita do estádio vai para uma associação que não gere nada no futebol, que não gera nenhum lucro do futebol”, afirmou Márcio.

Segundo ele, esse modelo não atrai investidores sérios. Márcio citou o caso do Atlético Mineiro, que não tinha estádio no momento da venda, mas condicionou a negociação à construção de uma arena pela própria SAF.

“Se for nesse pensamento, nenhum clube será vendido, nem Athletico Paranaense, nem Vitória. O Atlético Mineiro foi vendido, não tinha estádio, mas uma condição foi a construção do estádio já pela SAF, porque nenhum investidor sério vai querer investir no clube e não ficar com o imóvel. É meu pensamento, mas eu respeito o pensamento em contrário”, acrescentou.

Em contraponto, o comentarista Silva Rocha apresentou outra opinião. Para ele, a posse definitiva do estádio não precisa, necessariamente, fazer parte da negociação com a SAF.

“Pode-se fazer de outra forma. A SAF pode usufruir de tudo que o estádio produza, ela só não fica com a posse definitiva. No período da SAF, o estádio está dentro da SAF. Quando a SAF por desfeita, o patrimônio permanece com o clube. Tudo que for produzido naquele setor, também é da SAF, porque ela está investindo naquele clube. Mas a cessão definitiva, eu acho que muitos clubes vão questionar. Nesse modelo, o investidor não vai querer”, opinou Silva.

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