Esporte
por Analu Teixeira
Publicado em 22/03/2026, às 12h30
O ex-dirigente do Flamengo, Marcos Braz, abriu o jogo e fez uma forte autocrítica sobre uma das decisões mais marcantes de sua passagem pelo clube: a demissão de Rogério Ceni. Em declaração sincera, ele classificou a saída do treinador como o maior erro de sua gestão.
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Segundo Braz, a decisão foi tomada em meio a pressões internas e um cenário desgastante, mas assumiu total responsabilidade. “Foi o maior erro meu nos seis anos. Eu não deveria ter demitido o Rogério”, afirmou, destacando que, hoje, teria seguido com o treinador no comando da equipe.
O ex-dirigente também revelou um bastidor até então pouco comentado: um acordo entre o Flamengo e a CBF para ajustes no calendário, que acabou não sendo cumprido após mudança na presidência da entidade.
De acordo com ele, a quebra desse alinhamento prejudicou diretamente o trabalho de Ceni, que sofreu com a sequência pesada de jogos e constantes desfalques por convocações.
Braz citou o desgaste extremo do elenco como fator determinante para o cenário que culminou na demissão. Em um curto espaço de tempo, o Flamengo chegou a disputar cerca de sete ou oito partidas em menos de 20 dias, com atletas retornando de viagens internacionais pela Seleção Brasileira.
Rogério Ceni foi desligado do comando rubro-negro na madrugada de 10 de julho de 2021, após um início irregular no Campeonato Brasileiro e um ambiente interno já desgastado. Apesar disso, o treinador teve passagem vitoriosa pelo clube: conquistou o Brasileirão de 2020, a Supercopa do Brasil de 2021 e o Campeonato Carioca de 2021.
Ao todo, Ceni comandou o Flamengo em 45 partidas, com 23 vitórias, 11 empates e 11 derrotas. Contratado em novembro de 2020 para substituir Domènec Torrent, ele tinha vínculo até o fim de 2021, mas não resistiu à pressão nos meses seguintes.
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