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Messi afirma que dinheiro da população argentina “não chega ao fim do mês” e Milei rebate discurso do camisa 10; ASSISTA

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Messi ressalta a importância da seleção em proporcionar alívio emocional para a população que enfrenta dificuldades  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @leomessi
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 19/07/2026, às 14h28



Após a vitória da Argentina sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026, o astro Lionel Messi afirmou, em entrevista ao TyC Sports, na última quarta-feira (15), que o elenco da Albiceleste se sente feliz por proporcionar um momento de alegria ao país em meio aos desafios econômicos e sociais enfrentados pela população.

Sabemos que as Copas do Mundo são especiais para nós e que, por alguns instantes, fazem as pessoas esquecerem das dificuldades. Há quem esteja sem emprego, quem não consiga chegar ao fim do mês ou esteja lutando diariamente. Sempre convivemos com essa realidade", declarou o camisa 10.

O craque argentino acrescentou que espera que a campanha da seleção represente um alívio emocional para quem vive esse cenário: "Chegar a mais uma final de Copa do Mundo, disputando duas decisões consecutivas, é algo incrível. Fomos os melhores nos últimos quatro anos e mostramos novamente que tudo o que conquistamos foi dentro de campo", completou Lionel.

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Assista:

As falas repercutiram amplamente nas redes sociais e foram utilizadas por críticos do governo Javier Milei para destacar a situação econômica do país. Diante da repercussão, a Casa Rosada publicou uma nota por meio do Escritório de Resposta Oficial (Opra), posteriormente compartilhada pelo próprio presidente Javier Milei nas redes sociais. No comunicado, o governo afirmou concordar com a avaliação feita por Messi.

Em relação às palavras do melhor jogador de futebol da história, Lionel Messi, de que há pessoas passando por momentos difíceis, isso é totalmente verdade", diz a nota.

Na sequência, a gestão de Milei responsabilizou os governos dos ex-presidentes Néstor Kirchner e Cristina Kirchner pela crise econômica, argumentando que os problemas acumulados ao longo de duas décadas não poderiam ser resolvidos em apenas dois anos de mandato. Segundo o comunicado, apesar das reformas econômicas implementadas pelo atual governo, ainda há um longo caminho para a recuperação do país.

Sim, tivemos dois anos de reformas profundas, e a Argentina está infinitamente melhor do que há dois anos, quando havia 60% de pobreza, 20% de extrema pobreza, inflação anual de 15.000%, salários de miséria e uma moeda que se desvalorizava diariamente. Mas ainda há muito a fazer. Ninguém prometeu que seria fácil. O caminho é difícil, mas é o que tornará a Argentina grande novamente", concluiu o texto oficial.

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