Esporte
O técnico Rogério Ceni reagiu às vaias da torcida durante o triunfo do Bahia por 4 a 2 sobre a Juazeirense, neste sábado (28), na Arena Fonte Nova, resultado que garantiu ao Tricolor a primeira vaga na final do Campeonato Baiano. Apesar da classificação, o ambiente foi de forte hostilidade, com público abaixo do esperado e protestos que começaram antes da bola rolar e seguiram ao longo da partida.
Em entrevista coletiva, Ceni afirmou que manteve a mesma formação por considerar injusto promover mudanças após a eliminação da Libertadores. “Eles precisavam encarar de frente a situação que nós deixamos acontecer por não conseguir o resultado, que era a nossa obrigação. Mas todos eles estavam bem abatidos, tristes”, declarou.
“Hoje fizemos o placar. Infelizmente, às vezes, a gente desconecta do jogo. A vaia de hoje vem do último confronto. Imagine você ser vaiado o tempo todo. Também tira a concentração do jogador”, emendou.
O treinador também comentou o impacto do ambiente nas arquibancadas. “O torcedor ficou muito triste, assim como a gente. Jogo não foi o maior obstáculo, mas o clima, a pressão. O fato de vaia do começo ao fim, o torcedor paga ingresso. Mas é contraproducente independente do sentimento de tristeza, raiva. O atleta também sofre. O jogador que perde pênalti, quem comete o erro... Nós, infelizmente, perdemos um jogo, e isso ocasionou a eliminação. É um direito do torcedor, paga o seu ingresso. Ficou chateado, nós também ficamos”, completou.
Ceni foi um dos principais alvos dos protestos. Parte da torcida entoou o coro “Meu Bahia não precisa de você”, enquanto jogadores ouviram gritos de “pipoqueiros”, especialmente vindos da organizada Bamor.
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