Esporte

Seleção ficará em quarentena antes da Copa do Mundo; saiba o motivo

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OMS classifica cenário do vírus Ebola como "extremamente grave" e obrigou os comitês a tomarem medidas de isolamento  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais/X
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 26/05/2026, às 14h35



A grave crise sanitária que assola o continente africano acendeu a luz vermelha nos comitês organizadores da Copa do Mundo. O governo mexicano confirmou que está coordenando uma operação conjunta de vigilância epidemiológica com as autoridades dos Estados Unidos e do Canadá.

O objetivo da força-tarefa internacional é criar um cordão de isolamento e prevenção contra a disseminação do vírus ebola durante o torneio.

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A preocupação ganhou urgência porque a seleção da República Democrática do Congo, país que atualmente enfrenta uma epidemia severa da doença, está classificada e disputará suas partidas da primeira fase em gramados americanos e mexicanos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um parecer alertando que a situação em solo congolês é "extremamente grave e difícil", com potencial real de ameaçar pelo menos mais dez nações vizinhas.

Isolamento

Os protocolos de contenção começaram a ser desenhados de forma agressiva. O secretário de Saúde do México, David Kershenobich, detalhou que a estratégia conjunta prevê o monitoramento em tempo real de passageiros e o confinamento monitorado por equipes médicas e de turismo.

Como medida inicial de segurança, o governo dos Estados Unidos determinou que toda a delegação da República Democrática do Congo permaneça sob quarentena obrigatória por um período de 21 dias antes de receber autorização para cruzar a fronteira.

A estreia da equipe africana está agendada para o dia 17 de junho, contra Portugal, na cidade de Houston, local que também servirá de base para os treinamentos do time.

Surto de Ebola

Os dados oficiais da OMS apontam que o surto atual já provocou pelo menos 220 mortes na República Democrática do Congo, com o número total de casos suspeitos ultrapassando a barreira das 900 notificações. Uganda também registrou contágios confirmados em seu território.

O fator que mais preocupa os cientistas e as autoridades sanitárias dos três países sedes é que a epidemia é causada pela cepa Bundibugyo, uma variação do ebola para a qual a medicina global ainda não possui nenhuma vacina preventiva ou tratamento terapêutico específico homologado.

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