Esporte

"Sou autoridade", presidente da Juazeirense ameaça prender árbitro após empate contra o Bahia

Letícia Martins | EC Bahia
Roberto Carlos, presidente da Juazeirense, ameaçou prender árbitro após anulação de pênalti em jogo contra o Bahia  |   Bnews - Divulgação Letícia Martins | EC Bahia
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 09/02/2026, às 15h27 - Atualizado às 18h21



Roberto Carlos Almeida Leal, presidente da Juazeirense, ameaçou prender o árbitro Eziquiel Sousa Costa depois do término do jogo contra o Esporte Clube Bahia, válida pela 7ª rodada do Campeonato Baiano, disputada no último domingo (8), no Estádio Adauto Moraes, em Juazeiro, em um confronto marcado pelas polêmicas de arbitragem e caída de torre de iluminação.

O deputado estadual afirmou ter esse direito por se considerar uma “autoridade”. A atitude ocorreu após a diretoria do clube do interior entender que a equipe foi prejudicada pela arbitragem, especialmente pela anulação de um pênalti marcado nos minutos finais do confronto. Nesta fase do Campeonato Baiano, não há utilização do árbitro de vídeo (VAR).

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As ameaças foram registradas pelo árbitro Eziquiel Sousa Costa na súmula da partida, divulgada pela Federação Bahiana de Futebol (FBF). No documento, o árbitro relata que, após o apito final, dirigentes e torcedores da Juazeirense invadiram o campo de jogo e se dirigiram de forma agressiva à equipe de arbitragem.

Entre os presentes, foi identificado o presidente do clube, Sr. Roberto Carlos Almeida Leal, que se dirigiu à arbitragem de forma hostil, com dedo em riste, proferindo as seguintes palavras: ‘Vocês roubaram meu time, você não tem consciência, seu ladrão safado. Vocês não vão dormir à noite. Eu poderia mandar prender você porque eu sou autoridade’”, descreveu o árbitro na súmula.

Ainda segundo o relato, Roberto Carlos precisou ser contido por policiais militares e por outras pessoas presentes no estádio para evitar que a situação se agravasse.A súmula também aponta ofensas proferidas por outros dirigentes do clube. 

Além disso, de acordo com o documento, o diretor da Juazeirense, Sérgio Fernandes dos Santos, teria dito: “Vocês roubaram a gente, safados. A gente trabalha a semana toda e você vem aqui fazer isso. Não precisa roubar para o Bahia, eles já estão classificados”.

Qual foi a polêmica?

O confronto terminou empatado em 1 a 1, com dois gols marcados em cobranças de pênalti. A principal polêmica da partida ocorreu já nos acréscimos do segundo tempo, quando o árbitro assinalou um pênalti para a Juazeirense por um suposto toque de mão do zagueiro Gabriel Xavier após chute de Romarinho. 

Após reclamações e alguns minutos de paralisação, a marcação foi anulada, sob a justificativa de que a bola teria atingido o rosto do defensor. Do lado do Bahia, o técnico Rogério Ceni também criticou a condução do lance. 

“Depois que colocaram o VAR no Baiano ficou assim, né? O mais impressionante é a convicção com que o árbitro marca o pênalti. Aí você vai lá brigar pela verdade e leva cartão. Deve ter vindo uma voz do além para dizer que bateu no rosto do jogador”, ironizou o treinador, lembrando que o VAR não é utilizado na fase inicial do campeonato.

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