Esporte

Técnico do Bayern defende Vini Jr. e critica José Mourinho: "Algo que não deveríamos aceitar"

Reprodução / Youtube / Bundesliga
O técnico do FC Bayern, Vincent Kompany, desabafou em uma longa resposta ao ser perguntado sobre o caso de racismo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube / Bundesliga
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 20/02/2026, às 11h53



O técnico do FC Bayern, Vincent Kompany, um dos poucos negros no comando de uma equipe das cinco principais ligas europeias, desabafou em uma longa resposta ao ser perguntado sobre o caso de racismo sofrido por Vini Jr durante partida da Champions League. 

“Eu vi tudo acontecer ao vivo. Sobre o que acontece em campo: quando você observa a jogada em si, a reação do Vini Jr. não pode ser fingida. Dá para ver. É uma reação emocional. Não vejo nenhum benefício para ele em ir até o árbitro e colocar todo esse peso sobre os próprios ombros. Não há absolutamente nenhuma razão para que ele faça isso. E, quando ele faz, acredito que, na cabeça dele, ele está fazendo porque sente que é a coisa certa a fazer naquele momento”, afirmou Kompany.

Além de defender o atleta brasileiro, o belga ainda condenou fortemente a atitude do técnico José Mourinho depois do jogo, afirmando que o português cometeu um grave erro de liderança ao atacar o caráter de Vini.

“Depois do jogo, você tem o líder de uma organização, José Mourinho, que basicamente ataca o caráter de Vinicius Jr., mencionando o tipo de comemoração dele para desacreditar o que Vinicius estava fazendo naquele momento. Para mim, em termos de liderança, isso é um erro enorme. É algo que não deveríamos aceitar. Sou muito claro quanto a isso”, disse o treinador.

Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!

“Além disso, ele menciona o nome de Eusébio para dizer que o Benfica não pode ser racista porque o melhor jogador da história do clube foi Eusébio. Você sabe pelo que os jogadores negros passaram nos anos 1960? Ele estava lá para viajar com o Eusébio em todos os jogos fora de casa? Quando ele ia a todos os lugares da Europa? Naquela época, provavelmente,  porque meu pai também é um homem negro dos anos 1960 que construiu seu caminho, a única opção que eles tinham era ficar calados, não dizer nada, ser superiores a tudo isso e ser dez vezes melhores para receber um pouco de reconhecimento e as pessoas dizerem: ‘Na verdade, ele é bom.’. Essa provavelmente foi a vida do Eusébio”, complementou.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)