Esporte
por Analu Teixeira
Publicado em 08/11/2025, às 11h42
Capitão, líder e um dos pilares na luta do Vitória contra o rebaixamento, Lucas Halter vive um momento de conexão especial com o clube rubro-negro. Contratado no início da temporada por empréstimo junto ao Botafogo, o zagueiro rapidamente se firmou como titular e referência dentro e fora de campo.
Em entrevista exclusiva ao Globo Esporte, o defensor revelou o desejo de renovar seu contrato e seguir no Rubro-Negro em 2026, mas garante que o foco total, por enquanto, está em manter o time na Série A.
“Tenho desejo de ficar. Aqui me senti muito bem, fui muito bem recebido. Me dou muito bem com as pessoas, atletas, staff, com o pessoal de fora do time. Tenho vontade, sim, já externei também, mas não fica nas minhas mãos, fica com meus empresários, com a diretoria do Vitória”, contou Halter.
Apesar da vontade de seguir em Salvador, o zagueiro ainda pertence ao Botafogo e, por conta do vínculo, não poderá atuar neste domingo (10), às 16h, quando o Vitória enfrenta o clube carioca no Barradão pela 33ª rodada do Brasileirão.
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Capitão com propósito
Na última quarta-feira (5), Halter foi decisivo ao marcar de cabeça o gol da vitória sobre o Internacional, que tirou o Vitória da zona de rebaixamento e recolocou o time na 16ª posição, com 34 pontos. Foi o quarto gol do zagueiro na temporada, que já soma 43 jogos pelo Leão, sua segunda melhor marca na carreira, atrás apenas dos 53 disputados pelo Goiás em 2023.
Mais do que a braçadeira, o defensor enxerga o papel de capitão como um compromisso humano e coletivo: “Capitão não é só braçadeira, falar, cobrar…é dar um conselho para um cara que não está bem dentro de casa, sentar com o cara e conversar, isso não aparece muitas vezes. Dentro do vestiário, muita coisa não sai.”
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O amuleto da avó
Fora de campo, Lucas Halter encontra na família sua principal base. Neto de uma baiana de Itapetinga, o jogador revelou uma história curiosa que parece ter selado seu destino com o Rubro-Negro.
“Há 15 anos minha avó veio para Itapetinga, ela sempre gostou de futebol, de acompanhar, de camisetas dos times. E aí, quando ela veio, levou uma camisa do Vitória para meu pai. É uma loucura, né!? Aí, hoje, estou no Vitória e todos os jogos meu pai pega essa camisa e coloca embaixo da TV para mandar sorte e energia positiva.”
Com emoção, o zagueiro contou que lembra da avó em cada partida: “Tenho certeza que ela está orgulhosa de mim e da filha dela, que é minha mãe. Estava escrito, ela poderia trazer a camisa de qualquer outro clube, até mesmo do rival, mas foi do Vitória. Quando eu cheguei aqui, lembrei na hora. A vida é uma loucura.”
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