Esporte
por Alex Torres
Publicado em 26/08/2026, às 14h43 - Atualizado às 15h12
Uma assembleia geral, marcada para acontecer nesta quinta-feira (27), pode decidir pelo rompimento do Ferroviário Atlético Clube, do Ceará, com a empresa portuguesa Makes, responsável pela administração da SAF do clube cearense.
O encontro acontece após o presidente da parte associativa da agremiação, Rodger Raniere, definir um prazo de 30 dias para que a gestão SAF quitasse as dívidas existentes com o Ferrão. O período determinado encerrou nesta terça-feira (25), sem nenhum avanço.
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De acordo com o Diário do Nordeste, a empresa portuguesa sequer apresentou um plano de pagamento como resposta à notificação enviada à empresa, feita pelo presidente do clube. A inércia seria configurada como quebra de cláusula contratual, o que torna possível o rompimento.
A assembleia geral marcada para esta quinta (27), deve acontecer a partir das 18h30. No total, 424 conselheiros corais poderão participar do encontro a ser realizado na sede do Ferroviário, na Barra do Ceará. Os valores que a SAF deve ao Ferroviário giram em torno de R$ 1,8 milhão.
Vale destacar que o clube não deverá jogar sequer a Taça Fares Lopes, tradicional competição organizada pela Federação Cearense de Futebol (FCF), uma vez que não possui condições financeiras.
Após a eliminação para o Goiatuba, na Série D, o próprio técnico do time, o português Nuno Pereira, admitiu que o Ferroviário tinha salários atrasados. A situação foi, inclusive, discutida na semana em reuniões dos dirigentes da parte associativa do clube com os gestores da SAF.
A diretoria do Ferrão ainda não sabe o valor que foi aportado até o momento, mas trata o valor como investimento. O Ferroviário decidiu, em fevereiro de 2025, pela venda de 90% da SAF coral. A oficializou, entretanto, aconteceu somente em novembro do mesmo ano, após a compra do Grupo Makes.
No acordo inicial, a empresa chegou a prometer um investimento que poderia ultrapassar R$ 400 milhões pelos próximos 10 anos. A proposta previa R$ 10 milhões para cada ano na Série D; R$ 15 milhões para cada ano na Série C; R$ 25 milhões para cada ano na Série B; e R$ 50 milhões para cada ano na Série A.
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