Esporte
A seleção brasileira feminina de futebol recebe a Jamaica, na noite desta terça-feira (4), no amistoso de despedida da torcida antes das Olimpíadas de Paris 2024. O duelo acontece na Casa de Apostas Arena Fonte Nova em Salvador e completa a sequência de dois amistosos em solo nacional. As meninas já venceram as Jamaicanas em Pernambuco por 4x0 e vão encerrar a data Fifa em solo baiano.
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A zagueira Rafaelle, natural de Cipó, na Bahia, participou da coletiva de imprensa pré-jogo ao lado do treinador Arthur Elias e destacou a felicidade de ver muitas mulheres na sala de entrevistas. "Fico feliz também de ver quantas mulheres tem aqui na sala, porque a gente sabe o quão é difícil chegar como mulher onde a gente está hoje no futebol.", disse Rafaelle.
Ainda durante a coletiva, Rafaelle comparou a sua carreira e destacou as realidades diferentes de outras meninas."É impressionante, porque eu venho de escolas diferentes. Eu fiz faculdade nos Estados Unidos, graças ao futebol. Eu tinha a bolsa de estudo, então eu via um país que a cultura do futebol feminino é muito grande. Eu vi meninas que começavam a jogar desde os cinco anos, já iam para a escolinha com a bolinha nas costas. Você vê essa cultura do futebol lá fora, cultura que a gente sofre tanto aqui no Brasil para conseguir chegar. Eu fico pensando, quantas meninas não conseguiram chegar ou desistiram do futebol para fazer outra coisa, porque não tinham oportunidade?", indagou.
Rafaelle também destacou os trabalhos realizados pela dupla Ba-Vi e afirmou que a Copa de 2027 que acontecerá no Brasil, pode incentivar o crescimento." Eu que estou aqui na Bahia agora, eu vejo que a Bahia precisa. Precisa melhorar muito ainda. Eu acho que o Vitória hoje não tem um time que tem uma sequência o ano todo. O Bahia está um pouco melhor nisso, tem investido mais na modalidade. Eu acho que isso é bom para as meninas. Hoje, as meninas da Bahia podem sonhar em estar no Bahia jogando um campeonato brasileiro. Isso é muito bom. Coisa que eu não vejo no Vitória, eu acho que os clubes precisam valorizar e olhar mais para a nossa modalidade", enfatizou.
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