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1º Encontro de Trisais do Brasil reúne baianos e reforça luta por direitos e reconhecimentos

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Famílias de diferentes estilos de vida se reuniram para lutar por direitos da união e para reforçar busca por reconhecimento  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 28/09/2025, às 13h55



O 1º Encontro de Trisais do Brasil está acontecendo, neste final de semana, em Pinhalzinho (SP), localizada no interior de São Paulo e que possui cerca de 15 mil habitantes. No geral, 39 famílias poliamorosas de diferentes estilos de vida se reuniram para lutar por direitos da união e reforçar a busca por reconhecimento. 

Há famílias poliamorosas de diferentes estados do país, como da Bahia, Ceará, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e, claro, São Paulo. Os estilos de vida são os mais variados: há casais que vivem em estilo de Triângulo, em V, em Rede, em Relação Aberta com Múltiplos Parceiros, Solo poliamor, e Polifamília. 

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“Esse evento aqui, ele realmente é importante por conta disso. É necessário que a gente tenha os nossos direitos igualados, né? Nós somos seres humanos, nós não estamos fazendo nada além de amar", disse Camila Gonçalves, de 30 anos, de Salvador (BA), ao g1. 

Camila forma uma família na cidade soteropolitana com Raian Almeida e Tamiris há quatro anos e estão recorrendo para que o registro de nascimento da criança - do filho - possua o nome dos três. "Participei do momento em que ele foi feito, estava presente na sala de parto, é meu filho e não tem ninguém que possa dizer nada contra. E aí, a partir do momento que o meu nome estiver incluso no documento dele, vai ser a realização realmente do sonho", afirmou Camila, na reportagem. 

As famílias desejam reconhecimento da união poliamorosa, para que assim, possam comprar imóveis juntos e terem a segurança jurídica na comunhão dos bens e das heranças.

“É uma luta por direitos básicos, dignos. Por exemplo, ter um convênio médico com todos os membros da família, conseguir fazer um vínculo numa academia para participar de um clube, até coisas maiores, como casamento, reconhecimento de filhos", ressalta a presidente da Associação Brasileira de Famílias Poliafetivas, Thaís Ventura, na reportagem. 

"É um passo de cada vez, os nossos direitos, acredito que vão acontecer. Porque a sociedade ela é moldada dessa forma, conforme a gente vai evoluindo, ela vai se adaptando", continuou ela. 

Diretor do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFam), Marcos Alves da Silva diz que o não reconhecimento faz parte do preconceito estrutural. “Nós temos que vencer o preconceito da negação da multiconjugalidade da mesma forma como existe multiparentalidade, também nós temos que admitir a multiconjugalidade, ou seja, todos têm o direito de formar a família da forma como bem entender", comentou, na reportagem.

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