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Secretário da Infraestrutura diz que Salvador não está "em emergência"

Imagem Secretário da Infraestrutura diz que Salvador não está "em emergência"

Em dois dias de chuvas, codesal registra 52 ocorrências e Centel uma morte

Publicado em 24/01/2013, às 17h27        Terena Cardoso (Twitter: @terena_cardoso)

Alagamento de imóvel, ameaça de desabamento, de deslizamento, infiltração e trânsito caótico. Foram feios os dois de chuvas intensas no primeiro mês de 2013 em Salvador. A população, já castigada dos anos anteriores com uma gestão de abandono e descaso, agora tem que se virar como pode devido aos alagamentos em bairros onde a situação é precária. Vale andar de bicicleta pelo passeio, tentar escoar a água com uma vassoura e desviar dos buracos a qualquer custo.





Na conta da prefeitura já consta, além de 52 ocorrências na Codesal, uma morte. Segundo informações da Central de Polícia (Centel), duas pessoas foram arrastadas por uma enxurrada e caíram no rio Camurujipe, nas proximidades da Estação de Transbordo do Iguatemi, na noite de quarta-feira (23). Uma vítima chegou a ser salva pelo Samu e a outra foi encontrada na manhã desta quinta-feira (24). Já a Codesal contabilizou 39 chamados no último dia 23 e mais 13 ocorrências apuradas até as 10h30 da manhã de hoje. Mas, de acordo com as informações do secretário Paulo Fontana, da Infraestrutura, Habitação e Defesa Civil, Salvador ainda não se encontra em estado de emergência. “Emergência é quando você vê desastres naturais acontecendo. Terremotos, desabamentos em série, enchentes de rua, como aconteceu em Iaçu, por exemplo. Chuva de 80 mm em 2h é estado de emergência. Em Salvador foi de 50 a 80 mm nos dois dias”, explica.



No entanto, o secretário reconhece que em alguns locais, há a necessidade de prevenção emergencial. “Nós estamos iniciando um trabalho de limpeza de canais, mas ainda não tivemos nenhum contrato assinado para começar as obras. Eu sei que tem canais, como o Passavaca e o Trobogy, no bairro da Paz, que precisam ser limpos com urgência, mas eu não posso fazer nada sem licitação”, diz Fontana, que aguarda a conclusão das concorrências já lançadas. “Os resultados devem sair de 15 a 20 de fevereiro. Tem canal em Salvador sem limpeza há nove anos. São 256 no total e eu tenho 32 deles que são importantíssimos e que precisamos dar mais atenção e prioridade. Mas, ainda dependo das licitações”, admite.



No último dia 22, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), divulgou o investimento de R$ 14 milhões em obras de limpeza de canais que devem evitar inundações. Além disso, estão previstas 600 encostas a serem levantadas na cidade e 115 estão em fase de projeto. Enquanto nada sai dos papéis, resta ao soteropolitano amargar os dias de chuva, enfrentando a demora dos ônibus, o trânsito intenso, os alagamentos e nos piores casos, sofrer a ameaça de um desabamento ou deslizamento de terra.

Matéria originalmente publicada às 11h16 do dia 24/01. 

*As fotos são de ruas da Cidade Baixa


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