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Rita Tourinho chama a atenção para discriminação de mulheres no trabalho

Edson Ruiz

Disque 100 é o mecanismo mais acessado para denúncias

Publicado em 09/03/2013, às 10h35    Edson Ruiz    Juliana Costa (Twitter: @julianafrcosta)

A discriminação contra a mulher no trabalho é um dos casos mais acionados no Ministério Público da Bahia. A promotora do Estado, Rita Tourinho, chama a atenção para o caso. “Muitas mulheres nos acionam a respeito da discriminação que sofrem nas seleções de trabalho, em relação ao número de vagas e a diferença salarial. Nos testes de esforço físico da Polícia Militar, muitas reclamam da incompatibilidade com a força feminina”, afirma. Casos relacionados à violência contra a mulher também são investigados pelo órgão.

O MP Baiano criou o Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher (Gedem) para atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar, inspirado na Lei Maria da Penha, além da discriminação no trabalho e na vida social. A coordenadora do grupo, Márcia Teixeira, conta que casos de violência contra lésbicas têm crescido nos últimos anos. “As mulheres lésbicas nos procuram muito por sofrerem violência física e discriminação na sociedade. Procuramos orientá-las e acolhê-las”, diz.

Em 2012, cerca de 2 mil casos foram atendidos pelo grupo que busca também fiscalizar as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher, orientar e divulgar a população através de campanhas, palestras e seminários. Em Salvador, três promotoras trabalham nos casos. Feira de Santana e Vitória da Conquista também possuem núcleos de atendimento. O Disque 100 é outro mecanismo de denúncias para vítimas de violência e discriminação.


Nota originalmente postada às 16h do dia 8

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