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Protesto e desordem no Colégio Estadual Manoel Devoto

Imagem Protesto e desordem no Colégio Estadual Manoel Devoto
Estudantes e professores fazem manifesto dentro da instituição contra a falta de estrutura  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 17/03/2011, às 08h50   Maiana Brito // Fabíola Lima



Fotos Gilberto Júnior | Bocão News | Agência Olho de Peixe

Por falta de estrutura na unidade escolar, alunos e professores do Colégio Estadual Manoel Devoto (CEMD), no Rio Vermelho, fazem protesto nesta quinta-feira (17). Eles querem o direito de votar para escolher quem vai ocupar a direção da instituição de ensino. De acordo com professores, o problema é falta de uma gestão decente. “A eleição é uma forma democrática de resolvermos os problemas”, disseram os manifestantes.

A diretora Adriana Cotrim assumiu em maio do ano passado, mas segundo o corpo docente, é muito inexperiente e não soube administrar a escola, que tem cerca de 2.500 alunos e 100 educadores, além dos demais funcionários e terceirizados.


Fotos tiradas por alunos do interior do colégio

A equipe de reportagem do Bocão News esteve no local, mas foi impedida em entrar e não teve acesso às instalações do colégio. De acordo com relatos dos estudantes, a situação é insustentável. Falta água, os banheiros estão sujos, não tem sala suficiente para todos os estudantes – foram matriculados mais alunos do que a capacidade, de acordo com uma ex-diretora. Outro problema é a falta de fardamento, cuja previsão de chegada é em junho. Ou seja, para a 3ª unidade do calendário escolar.

Lindomar Pires, que cursa o 3° ano do Ensino Médio, reclama que ainda não teve um dia completo de aula, o que vai prejudicá-lo no vestibular. “É uma situação antiga, mas está cada vez pior. Estamos sendo tratados como animais. Não merecemos respeito? Somos seres humanos e queremos ser tratados como tais”. Um dos alunos, que participava da manifestação, disse que teve que beber água da torneira, porque os bebedouros não estão em condições de uso.

Desde o início das aulas, em 7 de fevereiro, eles estão pressionando a diretoria, com paralisações todos os dias depois do intervalo, para obter soluções. Sem sucesso. Ontem (16), Adriana Cotrim se reuniu com docentes e dissentes para falar sobre a situação. Mas, segundo a Sônia Freire, que trabalha há 13 anos no Manoel Devoto, alunos e professores foram agredidos verbalmente, depois ela se retirou e não concluiu as discussões.

A redação do Bocão News, por telefone, falou coma a vice-diretora, Marilene Rosa, que alega não saber sobre os problemas e informou que vai tomar ciência por parte dos alunos e aguardar que os professores a procurem para indicar o porquê do protesto. "Os professores não procuraram a direção da instituição para falar sobre nada", alega a vice-diretora. Mas, quando questionada sobre o descontrole da situação, ela disse que não poderia continuar na ligação e desligou o telefone.

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