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Publicado em 25/06/2025, às 12h29 - Atualizado às 12h47 Maurício Viana
A Voepass, empresa aérea envolvida em um grave acidente em 2024, operou 2.687 voos com aeronaves sem a manutenção adequada. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que cassou de forma definitiva o Certificado de Operador Aéreo (COA) da companhia.
O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando um avião da empresa caiu na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo. A tragédia deixou 62 mortos, sendo 58 passageiros e 4 tripulantes.
Com a decisão, a Voepass está proibida de operar voos e vender passagens. A cassação foi determinada em primeira instância, e a empresa não poderá recorrer.
Durante a reunião da diretoria da Anac nesta terça-feira (24), o advogado da companhia, Gustavo de Albuquerque, afirmou que a medida representa uma “pena perpétua” para a empresa. No entanto, segundo o relator do processo, diretor Luiz Ricardo Nascimento, ficou comprovado que a Voepass descumpriu sistematicamente os procedimentos operacionais.
De acordo com a Anac, entre 15 de agosto de 2024 e 11 de março de 2025, foram realizadas 20 inspeções que constataram falhas graves em tarefas de manutenção de sete aeronaves — voos foram realizados mesmo sem a execução de itens obrigatórios de inspeção.
“Esses voos ocorreram com aviões em condições consideradas não aeronavegáveis”, afirmou Nascimento. A área técnica da Anac destacou a perda de controle sobre os processos de manutenção e a degradação da estrutura organizacional da empresa.
O relator ainda criticou a postura da companhia após o acidente. “Tal comportamento, de continuidade de conduta infracional, não era de forma alguma esperado para um operador regular. Após uma tragédia como essa, espera-se o aumento do nível de alerta da empresa, maior rigor nos procedimentos e reforço nos sistemas de segurança.”
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