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Brisa no mar: Golfinhos ficam chapados com baiacus; entenda

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O estudo revelou que os golfinhos jovens do país manipulam baiacus para experimentar efeitos psicoativos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 15/11/2025, às 17h52



Um estudo realizado por pesquisadores australianos da Universidade de Murdoch e cenas do documentário Dolphins, Spy in the Pod, da BBC, revelaram que os golfinhos jovens do país manipulam baiacus para experimentar efeitos psicoativos.

Os baiacus são peixes que carregam a potente neurotoxina tetrodotoxina. Os golfinhos parecem saber exatamente como manipulá-los para estimular efeitos narcóticos sem se colocar em perigo. 

Eles passam o peixe de boca em boca, flutuam na superfície, olham o próprio reflexo e demonstram comportamento social complexo, como se participassem de uma experiência coletiva de relaxamento no meio do oceano.

O que explica isso?

A complexidade dos golfinhos faz com que os estudiosos afirmem que esse comportamento serve para sair do tédio. A inteligência avançada combinada com curiosidade e criatividade permite que esses mamíferos explorem novas experiências, transformando o cotidiano em algo mais interessante.

O baiacu, nome usado para peixes Tetraodontiformes que incham quando estão ameaçados, possuem a tetrodoxina (TTX) que bloqueia canais de sódio nas membranas nervosas, interrompendo a transmissão de sinais entre nervos e músculos.

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Pesquisas afirmam que, em certos casos, pequenas doses dessa toxina podem provocar sensação de dormência e doses maiores causam paralisia e até morte por insuficiência respiratória.

O documentário da BBC mostra que pequenas doses de tetrodotoxina, quando ingeridas, produzem efeito narcótico, embora haja debate na comunidade científica sobre se os golfinhos realmente experimentam uma “brisa” ou apenas uma sensação de dormência.

De acordo com o zoólogo Rob Pilley, produtor do filme, a delicadeza com que os animais manipulam o baiacu indica intenção e cuidado. “Eles estavam especificamente e deliberadamente lidando com o peixe de forma a liberar a toxina, sem machucá-lo”.

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