Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 06/01/2026, às 12h46 - Atualizado às 13h42
Uma prática que não é recente voltou à tona por conta de um modelo de carro específico. Ladrões têm buscado roubar o módulo de injeção ou a central eletrônica (ECU) do Fiat Idea, veículo bastante vendido entre 2005 e 2016, com mais de 250 mil unidades comercializadas no Brasil.
Apesar de não se tratar de um modelo novo, alguns de seus componentes possuem alto valor agregado, o que os torna alvo de furtos.
“É um componente difícil de ser encontrado, pois trata-se de um carro fora de linha há cerca de uma década, o que eleva significativamente o valor no mercado de peças de reposição para que o veículo volte a funcionar. Não é possível substituir a eletrônica por uma diferente da original”, afirma Erwin Franieck, engenheiro mecânico e conselheiro de pesquisa, desenvolvimento e inovação da SAE Brasil, em entrevista ao Uol.
A oficina Fortec Race, localizada em São Paulo, afirmou que já atendeu clientes vítimas do roubo mais de uma vez, que chegaram a pagar entre R$ 2.200 e R$ 3 mil pelo módulo. A empresa também oferece uma espécie de trava para dificultar o furto da peça, ao custo aproximado de R$ 400.
Franieck explica por que é relativamente fácil retirar esses componentes sob o capô. “Existe um encaixe, uma fixação, mas ela é feita de forma a ser rápida na linha de produção. Além disso, o projeto do veículo prevê acesso facilitado ao componente em caso de necessidade de manutenção”, detalha o engenheiro.
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Como se proteger
Basicamente, cada ECU possui um imobilizador de fábrica em que o carro pode ser acionado se a chave for modificada para liberação desse imobilizador. Desta forma,o motor só funciona se os códigos forem iguais (chave original) e, como não há uma maneira de acionar o motor sem burlar o imobilizador, os ladrões passaram a furtar os carros trocando o computador central.
"Quando o módulo original é substituído por um outro adulterado eletronicamente, é retirado o código central e o veículo pode ser ligado com qualquer chave", aponta Thiago Silva, da P9 Power Factory, especializada em desenvolvimento de reprogramação para veículos premium, ao UOL.
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"Ele troca a central de comando, não funciona. Troca o imobilizador, não funciona. Vai lá, troca a chave e, mesmo assim, não funciona. Troca o codificador que está ligado na caixa de fusíveis e funciona. Pronto. Assim, o criminoso começa a descobrir tudo que ele trocou para fazer o carro funcionar e, a partir daí ele monta um kit, e leva para onde for", acrescenta o especialista da SAE, afirmando que, geralmente, a trapaça só funciona em carros similares, da mesma marca e modelo.
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