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Carta da irmã de Juliana Marins expõe dor e revolta após morte na Indonésia

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Em carta, Mariana relembra momentos com a irmã, que morreu em trilha no Monte Rinjani; família denuncia negligência  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 26/06/2025, às 07h30



A dor da perda e o sentimento de impotência tomaram conta das redes sociais da família de Juliana Marins, de 24 anos, após a confirmação de sua morte na Indonésia. A publicitária desapareceu durante uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok, e foi encontrada sem vida após dias de buscas. Nesta quarta-feira (25), a irmã da jovem, Mariana Marins, publicou uma carta de despedida comovente, marcada por lembranças, afeto e revolta. As informações são do portal g1. 

“Você sempre esteve comigo em todos os momentos, inclusive nos piores deles. A gente sempre dizia que moveria montanhas uma pela outra e, daqui do Brasil, tentei mover uma lá na Indonésia por você. Desculpa não ter sido suficiente, irmã”, escreveu Mariana em um perfil criado pela família para atualizar amigos e seguidores durante o período em que Juliana estava desaparecida. 

Na mensagem, Mariana destacou o espírito leve e otimista da irmã, que costumava ser chamada de “avoadinha” pela família. “Você sempre foi a maior parceira do mundo, mesmo sendo avoadinha de tudo, sempre acreditando que todas as coisas sempre iam dar certo. E o pior: elas sempre davam certo!” 

A irmã também falou sobre o vazio deixado pela ausência repentina de Juliana, que seria sua madrinha de casamento. “Do nada me pego pensando no fato de que agora não tenho mais minha madrinha de casamento. Ainda bem que eu consegui casar bem antes de você sair de casa para ir realizar o seu sonho.” 

Com cinco anos de diferença entre elas, Mariana disse que a ligação era tão intensa que se referia à irmã como “gêmea”. “Quem usará um gorro de natal comigo em qualquer dia de dezembro? Inclusive, não sei como serão os natais sem você, irmã. Minha data preferida. Em que você fazia questão de usar um gorrinho junto comigo porque você sabia que eu amava. Minha irmã gêmea, com 5 anos de diferença, que me amou, me protegeu, me incentivou, me acolheu. Vai ser muito difícil não te ter por perto, irmã. Vai ser muito difícil seguir sem você. A vida vai ser muito difícil sem você.” 

O pai de Juliana, Manoel Marins, também se manifestou publicamente nas redes sociais. Na terça-feira (24), ele publicou a letra de “Pedaço de mim”, de Chico Buarque, ao lado de uma foto da filha, e na quarta-feira (25), postou uma carta aberta a filha. 

Além das homenagens, a família também usou o perfil criado para atualizar sobre o resgate de Juliana para agradecer aos voluntários que participaram da operação. “Somos profundamente gratos aos voluntários que, com coragem, se dispuseram a colaborar para que o processo de resgate de Juliana fosse agilizado. Estendemos nossa gratidão não apenas a eles, mas também a todos que de alguma forma contribuíram para viabilizar esse processo.”

Dois nomes ganharam destaque entre os brasileiros que acompanhavam a tragédia: Agam e Tyo, voluntários indonésios que compartilharam informações sobre o resgate em lives e redes sociais. Agam foi chamado de “herói” e “guerreiro” por internautas. 

No entanto, nem tudo foram agradecimentos. Em outra publicação, os familiares fizeram duras críticas à equipe oficial de resgate, afirmando que houve negligência e que Juliana poderia ter sido salva se o socorro tivesse chegado a tempo. 

“Juliana sofreu uma grande negligência por parte da equipe de resgate. Se a equipe tivesse chegado até ela dentro do prazo estimado de 7h, Juliana ainda estaria viva.”

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