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Deveríamos estar pensando no futuro, mas estamos voltados a impedir retrocessos, diz reitor da USP

Marcos Santos / USP Imagens// Jornal da USP
Ele defendeu o papel da universidade, da pesquisa e do conhecimento e relembrou as 47 pessoas ligadas à USP que foram vítimas da ditadura  |   Bnews - Divulgação Marcos Santos / USP Imagens// Jornal da USP

Publicado em 11/08/2022, às 17h28   Bruno Soraggi e Renata Galf // Folhapress



A primeira fala do evento foi feita pelo reitor da Universidade de São Paulo, Carlos Gilberto Carlotti Junior, que defendeu eleições livres e disse que a universidade é o oposto do autoritarismo.

Ele disse ainda que a sociedade deveria estar pensando no futuro, mas está voltada a impedir retrocessos.

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"Após 200 anos de independência do Brasil, deveríamos estar pensando em nosso futuro, em como resolver problemas graves. Mas estamos voltados a impedir retrocessos."

Ele defendeu o papel da universidade, da pesquisa e do conhecimento e relembrou as 47 pessoas ligadas à USP que foram vítimas da ditadura. "Não esquecemos e não esqueceremos."

"Aqueles que rejeitam e agridem a democracia não protegem o saber, a ciência, o pensamento e não amam a universidade. "Nós, da USP, Unesp e Unicamp somos partidários da democracia".

Carlotti Junior disse também esperar que a mobilização em torno do manifesto "nos coloque novamente no caminho correto".

"Espero que essa mobilização nos coloque novamente no caminho correto, na discussão do futuro de São Paulo e do Brasil", disse. "Estado democrático de Direito sempre", concluiu.

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