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Extinto há 25 anos, animal símbolo da fauna brasileira volta a nascer em cativeiro europeu

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Nascimento do animal é um marco para a ciência e cooperação internacional da biodiversidade brasileira  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 19/10/2025, às 15h33



Depois de 25 anos, a famosa espécie da fauna brasileira, arara-azul-de-Spix, nasceu em um zoológico na Bélgica. Com apenas 13 gramas, o seu nascimento é um marco para a ciência e cooperação internacional da biodiversidade brasileira, podendo ter reais chances de ser reintroduzido em seu habitat natural.

O nascimento surgiu após um projeto colaborativo entre o zoológico belga, Pairi Daiza, o Instituto Chico Mendes (ICMBio) e o Zoológico de São Paulo. Desde o seu nascimento, o filhote tem sido alimentado manualmente de duas em duas horas, com atenção redobrada.

Essa atenção é por conta de sua fragilidade nos primeiros dias de vida. Atualmente, o pequeno bichinho pesa um pouco mais de 30 gramas. O projeto mostra que até espécies extintas podem renascer com um esforço coletivo e colaborativo. A arara vai permanecer no programa de conservação, atuando como reprodutora, sem contato direto com visitantes do zoológico.

Simbólico

A popularidade da ararinha-azul cresceu mundialmente após o filme de animação “Rio”, de 2011, da Disney Pixar. O personagem Blu ajudou a sensibilizar o público sobre a ameaça e presevação à biodiversidade brasileira.

A espécie, nativa do nordeste do Brasil, foi declarada em extinção na natureza pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) no ano 2000, após décadas de destruição de habitat e tráfico de animais.

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Desde a chegada das araras ao zoológico, já haviam sido realizadas diversas tentativas, com colocação de cem ovos, mas nenhum resultando em filhotes. Na 101ª tentativa, a casca quebrou e a pequena ararinha-azul surgiu.

Ainda não possar voar livremente no Brasil, o nascimento do filhote é visto como símbolo de resistência da espécie. Para os especialistas, cada novo indivíduo representa uma chance a mais de manter viva a espécie.

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