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Funcionária do Itaú acusa herdeiro da Votorantim de racismo: "Me dá meu documento, negrinha"

Divulgação / Itaú
Giovana foi demitida e incluiu o Itaú como réu na ação judicial contra o empresário por racismo.  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Itaú
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 27/09/2025, às 18h18 - Atualizado em 02/10/2025, às 15h00



Marcos Ermírio de Moraes, herdeiro da Votorantim, se tornou alvo de uma ação judicial devido a uma suposta declaração racista contra uma funcionária do Itaú Unibanco. As informações são do jornal Folha de São Paulo. 

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De acordo com a publicação, a funcionária do Itaú, identificada como Giovana de Assis Ribeiro, acusa o empresário de tê-la chamado de "negrinha". O caso aconteceu em março deste ano em uma agência do banco em São Paulo. 

Ermírio de Moraes se dirigiu ao caixa de uma agência convencional e solicitou uma transferência de valores. Então, ela pediu o cartão do empresário e o documento de identidade. 

Em seguida, ela perguntou o valor. O empresário respondeu que pretendia transferir R$ 5 milhões. Giovana disse que não seria possível realizar a operação sem a aprovação da gerente da conta e se disponibilizou a ir à agência com ele do outro lado da rua.

Nesse momento, segundo Giovana, o empresário teria dito: "me dá meu documento, negrinha". A caixa se indignou com a fala, causando um tumulto na agência. 

Ainda segundo o relato, Ermírio de Moraes deixou a agência e o banco iniciou uma investigação interna no banco para apurar o ocorrido.

Giovana pediu ao Itaú os dados do empresário para que registrasse um boletim de ocorrência, o que, segundo ela, não foi fornecido. Mesmo sem as informações, ela registrou o boletim da delegacia e entrou com uma ação judicial contra Marcos Ermírio de Moraes. Na ação, ela também pediu que o banco fosse obrigado a fornecer os dados do empresário para que ele fosse citado.

Em junho, Giovanna de Assis Ribeiro foi demitida sem justa causa e pediu a inclusão do Itaú como réu.

Ao ser questionado sobre as acusações, o empresário negou ter cometido qualquer crime. "Jamais me dirigi à profissional do banco Itaú nos termos descritos, que [nem] sequer fazem parte do meu vocabulário", disse em nota. 

O que diz o Itaú Unibanco

Em nota enviada ao BNEWS, a assessoria do Itaú Unibanco na Weber Shandwick informou que, ao receber a denúncia de Giovana em março deste ano, acionou imediatamente todos os protocolos internos para tratar o caso com prioridade e diligência.

Segundo a instituição, a ex-colaboradora contou com acolhimento de sua liderança e teve acesso a apoio psicológico. O banco também reforçou, de forma categórica, que o desligamento da ex-colaboradora em junho não teve qualquer relação com o caso relatado.

Veja a nota na íntegra:
"O Itaú Unibanco esclarece que, ao receber a denúncia de Giovana em março deste ano, acionou imediatamente todos os protocolos internos para tratar o caso com máxima prioridade e diligência. Foi conduzida uma investigação profunda e estruturada, liderada pelo Ombudsman — área independente responsável por escuta, mediação e solução de conflitos — e a ex-colaboradora contou com acolhimento de sua liderança e acesso a apoio psicológico. O respeito às pessoas e à diversidade é um princípio fundamental do Itaú Unibanco, expresso em suas políticas de ética e integridade e em seus compromissos com diversidade, equidade e inclusão. Essas diretrizes protegem e orientam tanto colaboradores quanto clientes. O banco afirma, de forma categórica, que o desligamento da ex-colaboradora em junho não teve qualquer relação com o caso relatado."

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