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Um homem ficou mais de uma semana preso injustamente acusado de estupro de vulnerável por conta de um erro na grafia do nome
Jabson Andrade da Silva, de 56 anos foi preso no último dia 7 de julho, após ter o nome confundido com o de um acusado de estupro na Bahia: Jabison Andrade da Silva.
Um erro de digitação (a ausência da letra "i") durante o inquérito policial em Ubatã (BA), onde o crime foi denunciado, foi o suficiente para resultar na prisão do homem errado.
Jabson ficou oito dias preso até o Ministério Público e a Polícia Civil reconhecerem o problema. “O Ministério Público e a Polícia Civil acusaram que erraram no Inquérito Policial e na denúncia informando outra pessoa”, informou o juiz Eduardo Camilo, segundo nota do Tribunal de Justiça da Bahia.
Ele foi levado a delegacias e depois ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Jabson contou que tentou avisar que era um engano. “O investigador disse que apareciam mais crimes no meu nome e eu falei que nunca tive passagem pela polícia”, disse ao G1.
Na audiência de custódia, ocorrida no dia 8 de julho, ele foi mantido preso e transferido para uma cela com outros detentos. “É até difícil relatar como foi. A comida é pouca e o lugar é feito para ninguém gostar daquilo. É desumano”.
Essa não foi a primeira vez que Jabson passou por uma confusão envolvendo seu nome. Antes, ele foi confundido em um processo de falso testemunho em um crime de Suzano (SP). "Tive que comprovar que era homônimo”.
A família de Jabson se mobilizou para provar o erro. “Na hora em que meu pai foi levado preso e tivemos acesso logo depois às descrições, a gente já tinha certeza de que não era meu pai”, disse Catherine Lourenço, filha de Jabson.
Os familiares reuniram provas como carteira de trabalho, registros de emprego e buscaram a imprensa para tentar localizar a denunciante. Um repórter da cidade vizinha era vizinho dela e ajudou a levar o recado para as autoridades.
Com a documentação, o advogado Carlos Magno entrou com pedido de soltura na Justiça da Bahia. O magistrado disse que faltaram diligências básicas, como conferência de CPF, RG, data de nascimento e filiação. “Selaram o destino de um inocente à prisão sob a alegação de um crime de capitulação tão grave que o mesmo precisou ficar isolado na ala denominada ‘Seguro’ do CDP”.
A soltura aconteceu na última terça-feira (15). Agora, o eletricista quer buscar reparação.
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