Geral
Um vídeo que circula nas redes sociais tem causado polêmica em meio às discussões sobre o uso de banheiros femininos públicos por mulheres trans. Nas imagens, duas mulheres aparecem saindo de um banheiro masculino e fazem comentários em tom provocativo.
"Os maridos de duas mulheres já choraram ali, e o próximo pode ser o de vocês. Agora deixa eu contar um segredinho: nós, mulheres trans, que vivemos na noite, não somos contratadas por outras mulheres ou gays, mas sim pelos machos de vocês, os homens conservadores. Durante o dia, eles julgam a gente. À noite, em uma oportunidade bem escondida, acabam adquirindo nossos corpos. Então vejam bem o que estão pedindo", disse uma delas no vídeo.
Debate político
O deputado Pastor Sargento Isidório (Avante) é um dos polítios que defende a proibição da entrada de mulheres trans em banheiros femininos públicos.
Em entrevista ao programa Giro Baiana na rádio Baiana FM (89,3FM), nesta segunda-feira (11), o parlamentar lembrou de episódios recentes com trans em banheiros públicos e afirmou que a presença dessas pessoas nesses espaços "cria violência desnecessária". Ele sugeriu um PL para a criação de um "terceiro banheiro".
Isidório defende que "homem biológico" não deve entrar em banheiro feminino. Ele disse ainda ter amigos gays, lésbicas e travestis, e que algumas pessoas trans "fazem questão de dizer que não são mulheres".
Já a prefeita de Campo Grande (MS), Adriane Lopes (PP), sancionou uma lei municipal que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros femininos em espaços públicos e privados na capital sul-mato-grossense.
A norma foi aprovada pela Câmara Municipal e publicada no Diário Oficial do município no último dia 22 de abril. A nova legislação faz parte da chamada Política Municipal de Proteção da Mulher.
De acordo com o texto, a nova lei tem como objetivo "ampliar a equidade, levando em consideração os aspectos biológicos das mulheres" e caberá ao Poder Executivo promover adaptações em estruturas públicas e fiscalizar estabelecimentos privados para evitar "qualquer tipo de constrangimento contra as mulheres".
"Eu respeito todas as opções sexuais, mas cheguei ao óbvio de ter que sancionar uma lei para resguardar o direito das mulheres. Olha que absurdo nós chegamos. Ou a gente resguarda os nossos direitos ou daqui a pouco nós vamos perder a identidade de mulher", disse a prefeita.
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