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Prefeitura divulga alerta sobre sintomas após consumo de “brisadeiros” gerar alucinações em turistas

Reprodução / Da Mata
Prefeitura alerta sobre alimentos à base de cannabis que causam mal-estar e alucinações em turistas na cidade mística.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Da Mata
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 14/03/2025, às 10h10



Alucinações, vômito, diarreia, náusea, mal-estar, xerostomia (boca seca), palpitações e desconforto no tórax. Esses foram os principais sintomas listados pela prefeitura de São Tomé das Letras, em Minas Gerais, que divulgou um alerta pelas redes sociais a visitantes sobre alimentos que são vendidos na cidade feitos à base de cannabis  (maconha) e outras drogas ilícitas.

De acordo com a gestão municipal, essas mercadorias são encontradas geralmente com nomes como "brisadeiros", "brisamelos", "brownies mágicos", "brigaconha", "doces mágicos", entre outros.

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São Tomé das Letras é conhecida por ser uma “cidade mística”, que atrai turistas em busca de espiritualidade e contato com o desconhecido. Segundo dados da prefeitura, nos primeiros dois meses do ano, pelo menos 13 turistas que consumiram os alimentos passaram mal e apresentaram sintomas que vão desde alucinações a vômitos e diarreia. Entre as vítimas, homens e mulheres de 19 a 53 anos.

Ainda segundo a prefeitura de, esses produtos podem conter substâncias ilícitas, como cannabis e crack, além de medicamentos psicotrópicos, cogumelos alucinógenos e amônia. “Os alimentos não possuem qualquer respaldo para venda e não há garantia de procedência ou condições adequadas de higiene”.

“A nossa população no geral é bem consciente dos malefícios e ajuda repassando aos turistas a informação. A vigilância sanitária tem feito um trabalho para redução de danos para que diminua cada vez mais esse consumo por parte dos “turistas curiosos” que acham que isso é legalizado aqui na cidade sendo que não é", informou a prefeitura.

A gestão municipal destacou que a fiscalização da venda desse tipo de produto "é um dever da polícia" e alertou, ainda, que o consumo pode causar intoxicação severa, sintomas psiquiátricos graves e, em casos extremos, levar à morte.

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