Geral
por Camila Sales
Publicado em 01/07/2026, às 09h29 - Atualizado às 09h46
As autoridades policiais de Mônaco e da França intensificaram as buscas por um suspeito que teria detonado um artefato explosivo caseiro pouco antes das 21h da segunda (29), em Mônaco. Com base em registros de câmeras de segurança, investigadores identificaram um homem abandonando uma mochila na entrada de um edifício residencial momentos antes da detonação, que resultou em diversos feridos.

Eric Ciotti, prefeito da vizinha Nice, cidade localizada do outro lado da fronteira de Mônaco com a França, disse na rede social X: "O ataque cometido esta noite é uma tragédia para Mônaco".


O incidente gerou repercussão imediata considerando que os relatos iniciais sugeriam ferimentos graves à esposa de um oligarca ucraniano, esta que veio a público desmentir as informações de que teria perdido as pernas na explosão.
Segundo veículos de imprensa da Ucrânia e do Reino Unido, Anna Yermolaiev, filha do ex-primeiro vice-procurador-geral da região de Dnipropetrovsk, voltava para casa com o marido e o filho de 13 anos na noite do atentado quando a bomba explodiu na entrada do prédio, atingindo Anna, que chegou a ser socorrida, mas infelizmente perdeu os membros inferiores.

A esposa de Yermolaiev, de 56 anos, veio a público reiterar que não ficou ferida na explosão e estava em outro local no momento da explosão da bomba.
"Estamos passando por um momento de forte estresse e colaborando ativamente com a investigação e as autoridades policiais", disse Anna de acordo com o veículo estatal “Supline”.
As buscas pela descoberta da verdadeira mulher ferida e do suspeito de colocar a bomba seguem em investigação. O promotor-geral de Mônaco, Stephane Thibault, afirmou que o homem provavelmente fugiu a pé para a França.
"Em coordenação com as autoridades francesas, estamos enviando esforços para identificá-lo e detê-lo. Espero que isso aconteça rapidamente, dados os recursos que estamos mobilizando", disse Thibault. Oficialmente, o governo de Mônaco não revelou os nomes dos feridos.
Segundo o ministro de Estado de Mônaco, Christophe Mirmand, o artefato da explosão continha parafusos e esferas metálicas. Já o príncipe Albert II nomeou o ataque como um “crime hediondo” e “um choque para toda a comunidade”.
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O magnata Vadym Yermolaiev, figura de importância nos setores de agricultura, indústria e imóveis comerciais, já havia sido alvo de medidas restritivas anteriormente. Em dezembro de 2023 sofreu sanções impostas por Kiev, supostamente motivadas por operações no ramo de bebidas alcoólicas na Crimeia, região sob ocupação russa, conforme reportado pela France24.
Anteriormente listado entre os indivíduos mais abastados da Ucrânia, Yermolaiev abdicou de sua nacionalidade original em 2017 para se tornar cidadão de Chipre, segundo informações da "Forbes". A família também enfrentou problemas recentes: Artur, o filho mais velho do empresário, foi detido em Chipre no ano anterior sob a acusação de coordenar uma rede de "call centers" fraudulentos que vitimava cidadãos europeus, de acordo com o jornal "Ukrainska Pravda".
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