Geral
por Gabriel Santana
Publicado em 13/08/2026, às 15h29
Uma técnica de enfermagem, identificada como Sirlany Maria de Souza, de 47 anos, foi demitida por justa causa depois de ter publicado um vídeo de uma trend dentro de um hospital de Jataí, na região sudoeste de Goiás (GO), e alegou ter sido “injusiçada”.
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no YouTube!
A profissional, em entrevista concedida ao g1, apontou que trabalha na área há 25 anos, 20 deles no mesmo local, e que nunca parou de trabalhar.
“Eu sinto que foi uma injustiça sim, de verdade, porque eu sou formada há 25 anos, desde então nunca parei de trabalhar. Só lá no hospital tinha 20 anos”.
Em nota, o hospital informou que realiza medidas disciplinares em casos que existem comprovação de condutas realizadas por algum trabalhador que sejam incompatíveis com as normas éticas e obrigações profissionais da organização de saúde.
A unidade de saúde apontou que toma as suas decisões baseadas na legislação vigente e com os procedimentos internos, mas conclui que não comenta os detalhes dos casos individuais dos trabalhadores locais por conta de privacidade e confidencialidade.
O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) de Goiás disse que é dever dos trabalhadores conhecerem as regras da profissão e do local em que trabalham. O vídeo da dancinha foi gravado e publicado no último dia 27 de julho.
A equipe de emergência estava em um dia de plantão e estavam dançando ao som da música “Baile do VJ”, que é uma das virais nas redes sociais. Sirlany conta que, mesmo após ter sido demitida e o caso ganhado repercussão, ela conseguiu um novo emprego em uma clínica de estética.
“Três dias depois, cheguei para trabalhar e já me chamaram para demitir. Segundo a gerente do RH, o hospital não aceita especulações e repercussões, que isso gerou um aspecto negativo para o hospital”.
O vídeo chegou a ter mais de 120 mil visualizações no Instagram. Sirlany apontou que as imagens mostravam apenas os registros da rotina de trabalho, sem expor nenhum paciente ou as áreas de atendimento. Ela aponta ainda que o registro não foi o primeiro e que nunca foi chamada a atenção anteriormente.
Sirlany suspeita que a demissão realizada pela empresa terceirizada responsável pelo contrato de trabalho aconteceu por conta da exposição do caso e que, em sua opinião, a organização teria sido influenciada pela repercussão para realizar o desligamento do grupo suspeito das dancinhas.
“Tinham que ter me advertido. Cheguei para trabalhar normalmente, me chamaram e já me deram demissão por justa causa. No mesmo dia em que fui demitida, gravei um depoimento e uma médica me ofereceu emprego”.
O Coren (GO) ressaltou que o Capítulo III, artigo 86, parágrafo único, tem entre suas proibições: “Fazer referência a casos, situações ou fatos, e inserir imagens que possam identificar pessoas ou instituições sem prévia autorização, em qualquer meio de comunicação."
O órgão ainda aponta que a Resolução Cofen 554, de 17 de julho de 2017, estabelece que os profissionais devem seguir comportamentos e práticas de uso quando se diz respeito a ações nos meios de comunicação de massa.
Na conclusão, foi citada que é dever dos profissionais da área conhecer as normativas que garante o respeito à privacidade dos pacientes e das instituições.
Classificação Indicativa: Livre
famoso copo
cinema em casa
som poderoso
Samsung top
Lançamento