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"Venho do futuro": Apresentadora argentina diz que 'se Flávio Bolsonaro ganhar, será filme de terror'

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Nancy Pazos compara candidatura de Flávio Bolsonaro ao governo de Javier Milei e faz alerta aos brasileiros  |   Bnews - Divulgação Reprodução | C5N
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 11/10/2026, às 18h28 - Atualizado às 19h13



A jornalista e apresentadora argentina Nancy Pazos fez um alerta aos brasileiros, na última sexta-feira (9), durante transmissão da emissora C5N, sobre as eleições de segundo turno que acontecem no país para a presidência da República, marcada para o próximo dia 25 de outubro,

O pleito coloca o atual presidente Luiz inácio Lula da Silva (PT) contra o senador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PL). Em desabafo, Pazos comparou a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com o governo de Javier Milei, citando fechamento de fábricas, desemprego e dificuldades enfrentadas pela população.

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“Eu adoraria estar falando agora com os brasileiros, mas eu venho do futuro. Eu sei o que vocês vão dizer, que é preciso tentar outra coisa, que é preciso mudar. Me escutem, nós já tentamos", afirmou. 

Aqui as fábricas se fecham, tem gente que pega dez quarteirões de fila para um trabalho. Se o Bolsonaro ganhar, o que vem é um filme de terror", completou Pazos.

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, chegou a declarar que o plano de governo busca inspiração na política econômica do presidente da Argentina, Javier Milei. 

Nancy Pazos apresenta o programa político "Inteligencia Artesanal", na emissora C5N, e também o "El Amor es Más Fuerte", na Rádio 10. Ela é bastante conhecida por ser uma forte crítica do governo do presidente Javier Milei e, nos últimos dias, passou a comentar também a situação da eleição brasileira após a confirmação do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

NÚMEROS DA ARGENTINA

Dados da Superintendência de Riscos do Trabalho da Argentina, divulgados neste sábado (10), mostram que a Argentina perdeu 32.290 empregadores registrados desde o início do governo de Javier Milei, em dezembro de 2023, uma redução de 6,3%. O levantamento identificou pouco mais de 480 mil empresas com trabalhadores registrados em julho de 2026, o menor número em 19 anos.

O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) também registrou uma taxa de desemprego de 7,9% no 2º trimestre de 2026, contra 7,6% no mesmo período do ano anterior. A produção industrial caiu 3,2% em agosto na comparação anual, acumulando retração de 2,7% nos oito primeiros meses do ano. 

Ainda segundo o Indec, a pobreza na Argentina voltou a subir e atinge cerca de 32,3% da população, afetando cerca de 15 milhões de pessoas e atingindo 44,5% entre crianças com menos de 14 anos. Em julho, o indicador de atividade econômica no país recuou 2,9% em relação ao mês anterior.

Classificação Indicativa: Livre

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