Publicado em 05/02/2011, às 21h42 Redação Bocão News
Segundo diagnóstico apresentado pela ONG WWF-Brasil e Reserva da Biosfera da Mata Atlântica,o bioma da Mata Atlântica teve sua vegetação reduzida a 8% da original. A devastação da Mata Atlântica coloca sua vegetação na posição de quinta mais ameaçada do mundo, segundo a Ong Conservação Internacional (CI).
De acordo com o levantamento da WWF-Brasil, na época do Descobrimento, em 1500, o bioma da Mata Atlântica ocupava 15% do território brasileiro. Segundo aponta Cláudio Maretti, superintendente da ONG, o desmatamento é a principal causa da perda de biodiversidade da Mata Atlântica, que significa espécies, ecossistemas e variedade genética. Para ele, se o país não zerar o desmatamento, será difícil conquistá-las as metas de preservação previstas.
O bioma da Mata Atlântica é considerado um mosaico de ecossistemas florestais que abrange áreas de 17 estados e mais de 3.200 municípios, a maioria nas regiões Sul e Sudeste. Os desafios de conservação da biodiversidade do bioma ainda são altos, já que metas estipuladas para 2010 não foram cumpridas, entre elas, a redução de 100% na taxa de desmatamento e a conservação de pelo menos 10% do seu bioma, aponta a WWF-Brasil.
Apesar de as taxas de desmatamento serem decrescentes desde 1985, o problema está no desequilíbrio entre os estados. De acordo com os dados levantados, enquanto o bioma como um todo teve uma redução de 21% do desmatamento na comparação entre os períodos 2008-2010 e 2005-2008, o estado de Minas Gerais aumentou a taxa em 15%, perdendo, desde 2008, 125 quilômetro quadrados.
Altos índices de desmatamento também são encontrados no Paraná (2.699ha) e em Santa Catarina (2.149ha). Além da agropecuária, a degradação do sistema está relacionada ao intenso processo de urbanização das áreas alcançadas pelo bioma e a obras de infraestrutura. Um exemplo citado por Maretti é a proposta da construção de um porto e uma ferrovia em Ilhéus (BA).(Com informações do Correio Braziliense)
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