Meio Ambiente

Sexto alerta falso de pânico em barragem desespera moradores e MP é acionado

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Alerta falso: Sirenes foram acionadas na tarde desta terça-feira (29)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Google Earth

Publicado em 30/10/2024, às 08h58 - Atualizado às 10h03   Publicado por Vagner Ferreira



As sirenes da barragem Córrego do Sítio II, localizada em Santa Bárbara, na região Central de Minas Gerais, foram acionadas de forma equivocada na tarde desta terça-feira (29), deixando os moradores da localidade e das imediações em pânico. 

“Atenção, atenção, situação de emergência. Atenção, atenção, essa é uma situação real de emergência de rompimento de barragem”, disse o alerta, conforme informações do Brasil de Fato. 

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Essa não é a primeira vez que a AngloGold Ashanti, empresa responsável pela estrutura da barragem, emite o alerta. O comunicado falso foi feito pela sexta vez desde 2019.

Um dos acionamentos de mais impacto aconteceu em 8 de janeiro de 2021, durante período de fortes chuvas da região e fez com que as pessoas ficassem desesperadas resgatando parentes e buscando sobreviver. 

O Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) disse, em nota, que a mineradora age de forma irresponsável, provocando desespero e pavor na população. “São vários os relatos de idosos que se acidentaram e crianças em pânico devido ao acionamento da sirene”, diz trecho de nota publicada na reportagem.

O MAM acionou o Ministério Público (MP), que implementou medidas de reparação aos danos causados. No entanto, a mineradora se recusou a cumpir o acordo, e, assim, o MP abriu uma ação civil pública.

Ainda em nota, publicada em reportagem do Brasil de Fato, o MAM comunicou: “As comunidades convivem com a ampliação do medo dessa barragem se romper devido vários a fatores, seja pela ocorrência de trincas na estrutura, pela sua proximidade das casas e pelos sistemáticos acionamentos criminosos das sirenes. Essa situação leva a um grau de fragilidade na saúde mental e adoecimento das comunidades, como atesta estudo realizado recentemente pela Fiocruz a pedido do Ministério Público Estadual”.

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