Meio Ambiente

COP29: Audiência pública discute aporte estrangeiro em projetos de sustentabilidade nos países em desenvolvimento

Edilson Rodrigues / Agência Senado
COP 29 acontecerá em Baku, no Azerbaijão, entre 11 e 22 de novembro, e terá cobertura completa do BNews  |   Bnews - Divulgação Edilson Rodrigues / Agência Senado

Publicado em 24/10/2024, às 07h59 - Atualizado às 08h33   Publicado por Vagner Ferreira



Em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente (CMA), que aconteceu nesta quarta-feira (23) e discutiu a participação do Brasil na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 29), a senadora Leila Barros (PDT-DF) declarou que a previsão é de que haja crescimento nos recursos, sobretudo de países ricos, direcionados a ações de sustentabilidade para as nações em desenvolvimento.

“Países desenvolvidos que historicamente mais contribuíram para os efeitos da mudança do clima devem essa resposta a todo o planeta. Esperamos que haja avanço significativos referentes ao financiamento climático. Não podemos dar mais um passo sequer sem nos perguntarmos o que chamamos de ‘desenvolvimento’. Essa não é uma questão fácil de responder”, disse Leila, em reportagem da TV Senado. Ela foi a responsável pela realização da audiência. 

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A diretora do Departamento de Clima do Ministério de Relações Exteriores (MRE), Liliam Beatris Chagas, mencionou que a expectativa para a ‘COP das finanças’ é de que o valor dos fundos climáticos ultrapasse os U$ 100 bilhões. A quantia foi estipulada há nove anos, na COP 21, durante o acordo de Paris, e já se mostrou insuficiente para resolver as questões urgentes do mundo. 

“São recursos que pagam os meios de implementação dos compromissos: transferência de tecnologia; capacitação; workshops; ajuda para que os países consigam cumprir as suas obrigações de reportar as suas emissões”, explicou Liliam, também em reportagem da TV Senado.

O diretor do Departamento de Descarbonização e Finanças Verdes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), João Francisco Paiva, afirmou que o Brasil tem que se mostrar como um modelo de transição energética, visto que o país produz grande quantidade de energia limpa

Já o representante da Assessoria Extraordinária para a COP 30 do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Hugo do Valle Mendes, informou que o desmatamento e a forma como a terra é usada, os setores energético e agropecuário são os principais fatores responsáveis pelas emissões de gases. 

O Compromisso Global do Metano, combinado na COP 26, em 2021, que tinha como  objetivo diminuir em 30% as emissões de metano até 2030, também terá destaque segundo o coordenador-geral de Mudanças do Clima e Desenvolvimento Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Jorge Caetano Junior. 

Participaram também da audiência: os representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Juliana Borges de Lima Falcão, e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Nelson Ananias Filho. 

A COP 29 será realizada em Baku, no Azerbaijão, entre os dias 11 e 22 de novembro e contará com cobertura completa do BNews

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