Meio Ambiente

COP29: Conferência entra na reta final com impasse; entenda

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Impasse está relacionado ao financiamento climático global; saiba mais  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 19/11/2024, às 07h36 - Atualizado às 08h01



A última semana da 29ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas – COP29, com data para encerramento nessa sexta-feira (22), está gerando impasse entre os países participantes.  Em Baku, no Azerbaijão, chefes de Estado das maiores economias mundiais ainda não chegaram a um acordo sobre o financiamento climático global.

Segundo reportagem de a Agência Pública, durante a conferência foi requisitada a ajuda do Brasil para facilitar e destravar as negociações. “O secretário-geral da ONU, António Guterres, já tinha, no domingo (17), mandado uma mensagem nesse sentido ao se dirigir aos chefes de Estado que estão no Rio. Preocupado com a COP29, que teve início sob a sombra da eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e corre risco de não chegar a um acordo, Guterres pediu que eles assumam a liderança desse processo”, revela a matéria. 

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“Eu apelo ao senso de responsabilidade de todos os países do G20. Agora é hora de os países com maiores economias e maiores emissões liderarem pelo exemplo. Falhar não é uma opção”, falou o secretário-geral da ONU. 

Para que se possa entender melhor, o  regime climático estima que as nações mais abastadas disponham de U$S 100 bilhões por ano até 2025, entretanto, o cumprimento desse acordo está sendo discutido, uma vez que não há consenso sobre o fato de ele realmente ter sido posto em prática.

“Em Baku, espera-se que esse valor se torne não apenas muito mais vultoso como também mais transparente. Ao longo da primeira semana, esta foi uma das discussões mais intensas da COP, mas o cerne do problema ainda está longe de ser resolvido. Países em desenvolvimento deixaram claro o que querem: U$S 1,3 trilhão de financiamento climático por ano, transparência sobre os recursos, definição de que uma parcela será proveniente de fontes públicas e no formato de doação ou concessional (com juros mais baixos que os de mercado) e, claro, que somente os países desenvolvidos tenham obrigações nesse sentido”, salienta a reportagem.

E ainda há outra questão crucial: nações como Alemanha e França pleiteiam que a base de países doadores seja expandida, e esse impasse se repercute nas discussões do G20, que ocorre no Rio de Janeiro até esta terça-feira (19). 

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