Meio Ambiente
por Leonardo Oliveira
Publicado em 18/06/2026, às 19h31
Mariana Appel, gerente de Meio Ambiente da Suzano, maior fabricante de celulose do mundo e líder na produção de papéis na América Latina, explicou ao BNews Junho Verde, nesta quinta-feira (18), sobre a agenda ambiental da empresa e como a Suzano concilia a atividade produtiva com a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas naturais.
Com mais de 102 anos de existência e atuação na Bahia há 34 anos, ela reforça que a pauta ambiental faz parte do negócio da companhia desde o princípio, devido ao trabalho da empresa a partir da árvore.
“A árvore nos ensinou que a vida se renova a cada dia e o nosso grande objetivo é fornecer produtos de origem renovável pro mundo. Muitas vezes até substituindo produtos de origens fósseis, como é o caso dos copos e canudos que a gente tem de papel. Então, a sustentabilidade está 100% relacionada com todas as decisões da nossa empresa no dia a dia”, explica Mariana.
Sobre a relação entre produção e conservação, Mariana afirmou que a Suzano mantém cerca de 1,6 milhão de hectares de florestas no Brasil e mais 1,1 milhão de hectares de áreas de conservação. Ela destacou que 40% de toda a área da empresa é destinada à preservação de florestas nativas.
“Tem uma importância muito grande, muito significativa em termos de conservação de áreas no Brasil. A gente trabalha num esquema de mosaico, então a gente intercala o cultivo do eucalipto com essas áreas de vegetação nativa e a gente vem buscando, através de uma meta que a gente tem de longo prazo, cada vez mais conectar áreas de fragmentos de vegetação nativa. Então, a gente tem uma meta de formação de corredores ecológicos e o nosso grande objetivo no Brasil é conectar 500 mil hectares de matas nativas, sejam florestas ou outros tipos de vegetação nativa do Brasil”, comenta.
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!
Ela reforça que essa ação é fundamental para a conservação da biodiversidade de longo prazo, pois esses corredores funcionam como pontes, exemplificando com o trabalho feito no sul da Bahia.
“Antes, fragmentos que você tinha isolado, cercado por outras atividades agropecuárias ou mesmo cidades, enfim, atividade urbana, eles começam a ter pontes de vegetação nativa que vão ligar fragmento a fragmentos. No sul da Bahia mesmo, no ano de 2024, a gente iniciou a conexão de dois grandes parques importantes, o Monte Pascoal com o Parque do Descobrimento. Então, através ali de alguns territórios indígenas, com projetos de conservação e implantação dos corredores ligando esses dois grandes fragmentos de Mata Atlântica preservados”, explica.
Classificação Indicativa: Livre
Qualidade JBL
Notebook Poderoso
Smartwatch top
Imperdível
Super desconto