Meio Ambiente

Internautas demonstram decepção e constrangimento com árvores artificiais 'plantadas' para COP30 no Pará

Divulgação/ Leonardo Macedo/Seop/Governo do Pará
Governo paraense justificou iniciativa das árvores artificiais para receber COP30; saiba o que ele disse  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Leonardo Macedo/Seop/Governo do Pará
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 02/04/2025, às 15h42 - Atualizado às 15h44



Uma polêmica, relacionada à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP30, está tomando conta das redes sociais, especialmente do X (antigo Twitter). Os internautas estão revoltados e se dizem constrangidos com a iniciativa do Governo do Pará em colocar árvores artificiais ' plantadas' no estado que irá, em novembro, sediar o evento ambiental mais importante da face da Terra.

A notícia foi divulgada em reportagem de o portal Terra. Na web, os comentários de revolta são muitos. Veja exemplos a seguir:

O evento, com a presença dos maiores líderes mundiais, será realizado pela primeira vez no Brasil e na Amazônia. Não é de se estranhar a reação das pessoas uma vez que o encontro, no qual serão discutidas soluções para mitigar as consequências do aquecimento global e combater ações não sustentáveis, acontecerá no estado que pretende recepcionar ambientalistas e demais chefes de Estado com as chamadas "eco-árvores", que nada mais são do que árvores artificiais chamadas pela Secretaria de Obras Públicas do Pará (Seop).

De acordo com o governo do Pará, o objetivo é promover "sombra e conforto para quem passa pela área", pois as árvores são feitas de vergalhões reaproveitados e plantas trepadeiras. A arquiteta responsável pelo projeto, Naira Carvalho, explicou que a obra foi inspirada nas "árvores gigantes da Cingapura". A justificativa não agradou nem convenceu a web.

Ainda, segundo a matéria de o portal Terra, “a Seop informou que foram construídas 188 árvores artificiais para compor a paisagem da capital da COP30, sendo 88 para o Parque Linear Nova Doca e 100 para o Parque Linear Nova Tamandaré."A função principal das eco-árvores é promover o sombreamento do Parque Linear, que dessa forma vai gerar um conforto térmico ao longo de todo o parque”, disse Thais Ribeiro, engenheira da Seop””.

Mas o argumento foi contrariado pelo Coletivo COP do Povo com a seguinte declaração: "Essa decisão revela não apenas um preocupante grau de desconexão com a realidade amazônica, mas também uma afronta direta aos princípios defendidos pelos grandes marcos globais que orientam a ação climática e ambiental, como o Acordo de Paris. O ‘plantio’ de árvores artificiais na Amazônia representa "desprezo pelo conhecimento tradicional e científico sobre o bioma" e "a falta de escuta e diálogo com as comunidades locais, ribeirinhas e povos originários"”.

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