Meio Ambiente

Junho Verde: Especialista aponta avanço dos eventos extremos ligados às mudanças climáticas

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Ao BNews, meteorologista Luiz Alves comentou problemas e soluções das condições climáticas  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Pixabay
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycol.douglas@bnews.com.br

Publicado em 06/06/2026, às 05h00



Nos últimos anos, a mudança climática no planeta Terra tem sido um assunto frequente entre a sociedade, especialmente quando adentramos em debates sobre o meio ambiente e seu desenvolvimento para melhores práticas no dia a dia na vida da humanidade.

Vários fatores como alterações nos padrões de precipitação, elevação do nível do mar, derretimento de geleiras, aquecimento dos oceanos e eventos climáticos extremos mais frequentes são alguns exemplos de sinais claros de mudanças no climáticas.

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Mas, diante de um cenário de possível desinformação e em prol do Junho Verde, o BNews lista para você mitos e verdades em relação ao tema. O que é, de fato, verdade? Quem conversa com a reportagem é o meteorologista e analista Luiz Alves dos Santos Neto, coordenador operacional substituto do CENSIPAM / Centro Regional de Porto Velho.

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Ele explica que “as mudanças climáticas nada mais são que alterações duradouras nos padrões do clima da Terra — como temperatura, chuvas, secas e eventos extremos. Não se trata apenas de um dia mais quente ou mais frio; é uma mudança que acontece ao longo de anos ou décadas”.

“Nos últimos anos, os sinais das mudanças ambientais na Amazônia têm se tornado cada vez mais evidentes. A região vem enfrentando anos consecutivos marcados por eventos extremos, como secas históricas e cheias também históricas, além de temperaturas mais elevadas, inclusive em períodos tradicionalmente mais amenos”, concluiu.

Questionado sobre como essas mudanças podem ser vistas no dia a dia, ele lista alguns exemplos na Amazônia:

  • Anos consecutivos com eventos extremos, como secas históricas e cheias históricas;
  • Temperaturas mais elevadas, inclusive durante períodos tradicionalmente mais amenos;
  • Redução da umidade em algumas áreas, principalmente onde houve grande perda de floresta;
  • Temporadas de fogo mais severas, com aumento da fumaça e impactos na qualidade do ar.

Em relação ao comportamento humano, ele cita que o "desmatamento contribui diretamente para as mudanças climáticas, pois a retirada da floresta reduz a capacidade natural de regular a temperatura e o regime de chuvas".

"As queimadas também agravam o problema, já que, além de destruírem a vegetação, liberam grandes quantidades de gases na atmosfera. Outro fator importante é a emissão de gases de efeito estufa provenientes da indústria, dos veículos, da produção de energia e das atividades agropecuárias", enfatizou.

O especialista, por fim, explica como devemos agir diariamente para evitar catástrofes climáticas: 

  • Combater o desmatamento;
  • Preservar a floresta em pé é uma das ações mais importantes;
  • Uma floresta preservada ajuda a manter chuvas, biodiversidade e armazenamento de carbono;
  • Reduzir queimadas;
  • Melhor fiscalização e alternativas produtivas que não dependam do uso do fogo;
  • Diminuir emissões de gases de efeito estufa.

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