Meio Ambiente
por Natane Ramos
Publicado em 13/06/2025, às 12h00
As ações de incentivo da sustentabilidade urbana em Salvador vem se ampliando ao longo dos anos e movimentando a sociedade a participar nessa iniciativa que faz a diferença para o meio ambiente. Neste sentido, o IPTU Verde, campanha de conscientização ambiental movida pela Prefeitura de Salvador, é destaque ao promover incentivos fiscais a proprietários de residências que aderem a práticas ecológicas, a exemplo o uso da energia solar.
Neste mês, a campanha Junho Verde dá visibilidade para ações que impactam diretamente o meio ambiente, como é o caso do IPTU Verde. Em entrevista ao BNews, a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-Estar e Proteção Animal (SECIS) falou sobre a importância de tal iniciativa para o desenvolvimento sustentável da capital baiana.
“A Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-Estar e Proteção Animal (SECIS) destaca a importância estratégica do programa IPTU Verde como instrumento inovador e eficaz de promoção da sustentabilidade urbana em Salvador. A iniciativa, que concede descontos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para imóveis que adotam práticas ambientalmente responsáveis, reforça o compromisso da capital baiana com o desenvolvimento sustentável, a mitigação dos impactos climáticos e a valorização da infraestrutura verde”, relatou a ascom da SECIS.
A inciativa é uma ponte entre práticas sustentáveis que beneficiam diretamente a população e o meio ambiente. "O IPTU Verde estimula a participação direta da sociedade na construção de uma cidade mais resiliente e ambientalmente equilibrada. Através da adoção de tecnologias como sistemas de reuso de água, energia solar, telhados verdes e outras soluções sustentáveis, os cidadãos contribuem ativamente para o desenvolvimento da pauta ecológica urbana, ao mesmo tempo em que são recompensados com incentivos fiscais. A SECIS considera que o programa fortalece as políticas públicas voltadas à sustentabilidade, promovendo a educação ambiental, o uso racional dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida nos territórios. Além disso, o IPTU Verde está alinhado aos compromissos internacionais assumidos por Salvador no combate às mudanças climáticas, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU", reforçaram.
A redação do BNews também entrou contato direto com o pesquisador da Rede Cooperativa Estadual de Pesquisa em Resíduos Sólidos (SC) e mestre em Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais, Geverson Ampolini, que destacou o papel fundamental do IPTU Verde para estimular a população a realizar essas medidas sustentáveis. “Programas como o IPTU Verde servem como um incentivo direto para que as pessoas mudem seus hábitos. Ao oferecer desconto no imposto, o poder público transforma atitudes sustentáveis em uma vantagem que pesa no bolso — de forma positiva! Esse tipo de incentivo também tem um efeito educativo muito forte: valoriza quem investe em coisas como energia solar, captação de água da chuva ou telhado verde, e mostra que cuidar do meio ambiente não é só um ideal distante, mas uma prática possível, acessível e que traz recompensa. Além disso, quando essas ações começam a aparecer nos bairros e comunidades, elas inspiram outras pessoas. O vizinho vê e pensa: ‘eu também posso fazer isso’. Assim, cria-se um efeito multiplicador que beneficia toda a cidade”, explicou.
O profissional, que atua diretamente com temas relacionados a direitos sociais, políticas públicas e meio ambiente, ressaltou os principais benefícios ambientais gerados a longo prazo com incentivos fiscais voltados à sustentabilidade. “Com o passar do tempo, os resultados são extremamente benéficos. Programas como o IPTU Verde contribuem para a economia de energia, aliviam os sistemas de abastecimento e esgoto, diminuem as ilhas de calor e promovem um ar mais limpo. Além disso, impulsionam o setor de tecnologias sustentáveis, gerando empregos e estimulando a inovação regional. No final, todos saem ganhando: a cidade se transforma em um ambiente mais resiliente, funcional e saudável para seus habitantes”, declarou.
“O cidadão tem um papel fundamental na construção de cidades mais sustentáveis. Pequenas atitudes, como economizar água, separar o lixo e usar energia limpa — como solar e eólica — fazem a diferença e podem ser adotadas em casa ou por meio de cooperativas. Além de mudar hábitos, o cidadão precisa ser ativo: acompanhar as ações da prefeitura, participar de audiências públicas, apoiar políticas ambientais e cobrar medidas concretas. Quando entende que suas escolhas têm impacto coletivo, ele deixa de ser apenas espectador e passa a ser um verdadeiro agente de transformação na cidade” refletiu.
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