Meio Ambiente
por Gabriela Araújo
Publicado em 03/06/2024, às 18h00 - Atualizado em 13/06/2024, às 17h13
As inscrições estão abertas para a segunda edição do Zunne, programa de investimentos para negócios de impacto das regiões Norte e Nordeste. Em 2023, ano de lançamento, foram mobilizados R$ 4,7 milhões para essas regiões, priorizando iniciativas ou empreendimentos comandados por mulheres, pessoas pretas e indígenas.
Agora, o programa visa mobilizar R$ 10 milhões e conta com duas trilhas de investimento: Flora e Pólen. A primeira será destinada para investimentos filantrópicos de até R$ 100 mil, em empreendimentos que tenham faturamento anual entre R$ 200 e R$ 600 mil. Ela surge para responder uma necessidade observada na edição anterior, quando muitos negócios não participaram porque não alcançaram o faturamento mínimo.
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Nessa trilha, haverá prioridade para negócios com liderança feminina ou liderados por pessoas pretas e indígenas. É necessário ter um CNPJ registrado nas regiões Norte e Nordeste e oferecer soluções relacionadas aos problemas enfrentados na Amazônia ou Caatinga.
Na Trilha Pólen, os negócios de impacto que ultrapassam o faturamento de R$ 600 mil por ano podem buscar empréstimos de até R$ 500 mil, com uma taxa de juros de 14,8% anuais (equivalente a 1,2% ao mês). Somente negócios liderados por mulheres negras e indígenas serão contemplados.
Além de preencher um formulário, os interessados em participar devem atender alguns critérios: ser um negócio de impacto socioambiental positivo; reportar o seu impacto; ter operações nas regiões Norte ou Nordeste do Brasil; apresentar um faturamento anual entre R$ 200 mil e R$ 600 mil para a Trilha Flora; e apresentar um faturamento anual superior a R$ 600 mil para a Trilha Pólen.
No dia 30 de julho, será encerrado o período de inscrições de empreendedores. Para aqueles que quiserem investir, o prazo encerra no dia 26 de agosto, data em que será feito anúncio dos empreendedores selecionados.
Realização
O projeto é idealizado por organizações de apoio aos negócios de impacto socioambiental positivo, como a TRÊ Investindo com Causa, a Yunus Negócios Sociais e a Somos Um, em parceria com o Instituto Beja e com apoio da Fundação Tide Setubal. Ao BNews, Ticiana Rolim, presidente da Somos Um, falou sobre a importância do programa.
“A gente veio pra democratizar e queremos polinizar oportunidade pra esses empreendedores sociais, principalmente mulheres, pessoas negras e indígenas, que têm muita criatividade, muita força de empreender, força de propósito, mas têm dificuldade de acesso a capital”, destacou.
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Questionada sobre o futuro dos negócios de impacto socioambiental no Brasil, Ticiana foi categórica: “A gente não pode contar só com o poder público e organizações sociais para resolver os problemas sociais e ambientais. Eu acredito que o agente transformador dessa realidade vai ser a iniciativa privada, vão ser os negócios”, afirmou.
Captação de Recursos
Ao todo, quatro cotas exclusivas estão disponíveis para os doadores: Cota Favo (R$ 100 mil); Cota Colmeia (R$ 250 mil); Cota Mel (R$ 500 mil); e Cota Néctar (R$ 1 milhão). Os outros R$ 6 milhões que compõem o programa deverão ser aplicados pelos investidores.
O programa oferecerá um retorno de 10% ao ano sobre os aportes (equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e premiação para quem quiser investir, além do fundo garantidor de inadimplência em até 25%. O prazo de carência é de seis meses, enquanto o retorno do investimento será em até quatro anos.
O projeto Junho Verde 2024 é uma realização do Grupo A4 com patrocínio da Suzano, Governo Bahia, Axxo, JBS, Sian Engenharia, Shopping da Bahia, Intermarítima e Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O apoio fica por conta da Atlântico Transportes, ITS Internet, Planeta Imaginário, Ecogreen Educação Ambiental, Casa Soma e UCI Orient Shopping da Bahia.
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