Meio Ambiente
Com o passar dos anos, questões relacionadas às mudanças climáticas têm assumido o protagonismo nas discussões sobre o desenvolvimento global. Por isso, o BNews conversou com Rafaela Souza, bióloga e especialista em meio ambiente e desenvolvimento sustentável, para entender como essas variações impactam diferentes setores dos países.
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Antes de mais nada, vale pontuar que a Organização das Nações Unidas (ONU) define mudanças climáticas como alterações de longo prazo nas temperaturas e nos padrões climáticos. Nesse contexto, as ações humanas atuam como fortes contribuintes no agravamento dessa problemática, por meio da queima de combustíveis fósseis, desmatamento e queimadas, como as que estão sendo registradas no Brasil desde o último mês, liberando diversos gases de efeito estufa na atmosfera.
Como exemplo de eventos climáticos extremos, Rafaela citou períodos de seca prolongada e inundações. "Prejudicam os meios de subsistência e ameaçam a segurança alimentar, uma vez que a escassez hídrica se torna cada vez mais comum em muitas regiões. O acesso à água potável se torna mais difícil, principalmente para a população em vulnerabilidade social, que vive afastada dos centros urbanos. Além disso, as ondas de calor, surtos de doenças transmitidas por vetores afetam diretamente a saúde das populações, gerando custos elevados de saúde pública", explicou ela.
A profissional também detalhou de que forma essas variações extremas impactam o desenvolvimento econômico do país. "O Brasil é a nona maior economia do mundo, se destacando os setores agrícola, pecuário e industrial. Entretanto, os eventos climáticos afetam diretamente tais setores produtivos. Por exemplo: as enchentes comprometem a infraestrutura das cidades, destrói lavouras e, infelizmente, muitos animais morrem em decorrência de afogamento. Matéria-prima e insumos sobem de preços. Do mesmo modo, ocorre nos períodos prolongados de seca. A falta de água coloca todas as atividades em riscos", detalhou.
Agenda 2030
Durante uma reunião na sede das Organização das Nações Unidas, em 2015, líderes de todo o mundo e representantes da sociedade civil criaram uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos, denominada Agenda 2030, formada pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre eles está a meta de promover o enfrentamento à degradação ambiental e às mudanças climáticas, a proteção à biodiversidade e o estímulo à sustentabilidade no desenvolvimento econômico e social até 2030. No entanto, Rafaela Souza explica que muitas nações ainda enfrentam barreiras para integrar a agenda climática em suas estratégias de desenvolvimento sustentável.
"Países em desenvolvimento priorizam o crescimento econômico a curto prazo para combater a pobreza, esse foco no crescimento imediato pode gerar conflito com a necessidade de reduzir as emissões de carbono e implementar estratégias sustentáveis de longo prazo. Outro ponto são os países exportadores de petróleo, gás natural ou carvão, cuja economia é dependente de combustíveis fósseis. A transição para uma economia de baixo carbono representa uma ameaça econômica imediata, dificultando a implementação de políticas climáticas", afirmou.
"O maior desafio será equilibrar crescimento econômico, equidade social e conservação ambiental, fazer com que esses três pilares andem juntos e construam uma gestão eficaz, voltada a atender os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável", acrescentou.
Crescimento econômico x Meio ambiente
Ainda de acordo com a especialista, em muitas nações, o modelo de crescimento econômico ainda está atrelado à degradação ambiental. Nesse cenário, as políticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas surgem para modificar essa visão, trazendo a preservação do meio ambiente e de seus recursos como foco.
"A economia verde está em processo de ascensão, e a preservação do meio ambiente passou a ser lucrativa, podemos citar o mercado de carbono, a geração de energia limpa e o ecoturismo como atividades exploratórias altamente lucrativas", pontuou.
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