Meio Ambiente
O racismo ambiental é uma forma de discriminação que afeta desproporcionalmente populações historicamente marginalizadas, como comunidades negras e indígenas. Em São Paulo, por exemplo, bairros periféricos, como Jardim Helena e Vila Jacuí, têm enfrentado altos índices de enchentes e deslizamentos. Nesses locais, onde a população negra ultrapassa 50%, a falta de investimentos em infraestrutura adequada agrava os impactos de mudanças climáticas, expondo desigualdades no planejamento urbano e na alocação de recursos públicos.
Um caso marcante ocorreu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, onde décadas de exploração industrial de chumbo deixaram um legado de contaminação do solo e da água, afetando milhares de moradores, em sua maioria negros e de baixa renda. A negligência histórica e a ausência de políticas públicas efetivas para a remediação evidenciam a perpetuação desse racismo estrutural. Esses episódios demonstram como a degradação ambiental não apenas reflete, mas reforça desigualdades históricas e sociais
Tendo em vista a importância do debate e do entendimento desse conceito que vem sendo bastante utilizado recentemente, a equipe do BNews entrevistou o advogado e ativista dos direitos ambientalistas, Leandro Mosello.

Como combater o racismo ambiental?
Leandro destacou pontos de melhoria e criticou certas atividades que apenas criam uma certa “cortina de fumaça” na problematização do racismo ambiental.
“Muitas vezes a sociedade compreende o racismo ambiental como uma pauta própria de atividades, empreendimentos, construções e similares, com os impactos que produzem ou possam produzir para a população mais vulnerável. Contudo, o que se vê na prática é que isto cria uma verdadeira cortina de fumaça ou se transforma em justificativa para a precariedade das condições de vida daquela comunidade pela falta das mais básicas necessidade da vida em sociedade, o que faz com que a principal forma de combater o racismo ambiental, seja investindo na melhoria da qualidade de vida das populações vulneráveis de forma estruturante, ou seja, com muitas da chamadas “obras invisíveis”, que proporcionam o saneamento básico, água potável, condições dignas de moradia, segurança, acesso à saúde e educação”, relatou o ambientalista.
Quais políticas públicas podem ser implementadas para reduzir o racismo ambiental?
Após ser indagado sobre os meios de extermínio da problemática, Leandro ressaltou três pilares fundamentais para a eliminação do racismo ambiental em regiões marginalizadas: “Três políticas fundamentais, porque possuem efeito direto e imediato, saneamento básico, condições dignas de moradia e educação, não apenas ambiental”, finalizou o advogado.
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