Meio Ambiente

Países do Brics cobram US$ 1,3 trilhão para financiamento do clima até a COP 30

Tomaz Silva/Agência Brasil
Grupo esteve reunido no Rio de Janeiro para debater as mudanças climáticas  |   Bnews - Divulgação Tomaz Silva/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 07/07/2025, às 16h41



Os países que compõem o bloco do Brics, são eles Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e o Emirados Árabes Unidos, publicaram nesta  segunda-feira (7) uma declaração conjunta onde cobram os países mais ricos a ampliação dos investimentos no setor climático. 


É destacado o Mapa do Caminho de Baku a Belém para US$ 1,3 trilhão, com o valor que se busca atingir até a COP30, em novembro. As informações são da Agência Brasil


“Expressamos séria preocupação com as lacunas de ambição e implementação nos esforços de mitigação dos países desenvolvidos no período anterior a 2020. Instamos esses países a suprir com urgência tais lacunas, a revisar e fortalecer às metas para 2030 em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e a alcançar emissões líquidas zero de GEE [gases do efeito estufa] significativamente antes de 2050, preferencialmente até 2030, e emissões líquidas negativas imediatamente após”, diz um trecho do  documento.


O grupo, que se reuniu no Rio de Janeiro, defende o multilateralismo. Por isso, o Brics reforça o papel da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e o Acordo de Paris como principal canal de cooperação internacional no enfrentamento das mudanças climáticas.

Segundo o grupo, a responsabilidade de angariar recursos é dos países desenvolvidos em relação aos que estão em desenvolvimento.  O grupo reconhece que há interesses comuns globais, mas capacidades e responsabilidades diferenciadas entre eles.


O texto aponta a existência de capital global suficiente para lidar com os desafios climáticos, mas que estão alocados de maneira desigual. “Enfatizamos que o financiamento para adaptação deve ser primariamente concessional, baseado em doações e acessível às comunidades locais, não devendo aumentar substancialmente o endividamento das economias em desenvolvimento”, aponta outro trecho do documento.


Os recursos públicos providos por países desenvolvidos teriam como destino as entidades operacionais do Mecanismo Financeiro da UNFCCC, incluindo o Fundo Verde para o Clima (GCF), o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Fundo de Adaptação, o Fundo de Resposta a Perdas e Danos (FRLD), o Fundo para Países Menos Desenvolvidos e o Fundo Especial para Mudança do Clima.

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