Meio Ambiente
Em meio às celebrações do Junho Verde, o Brasil se destaca como epicentro das discussões climáticas globais ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – a COP 30.
O evento – realizado em Belém do Pará entre os dias 10 e 21 de novembro – marca um momento histórico em que o país reafirma seu papel de liderança na busca por soluções sustentáveis e reforça sua posição como nação biodiversa e estratégica no enfrentamento da crise climática.
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A COP30 chega em um contexto global desafiador, com países ainda tentando alinhar metas climáticas com realidades energéticas e econômicas distintas. Nesse cenário recheado de divergências ideológicas em relação às pautas ESG (Ambiental, Social e Governança Corporativa) – o Brasil aparece como exemplo de equilíbrio entre crescimento e sustentabilidade.
"Vivemos um momento em que os temas ambientais estão ganhando mais centralidade nos debates públicos, nas agendas corporativas e na tomada de decisão da sociedade", destacou Mariana Lisbôa, diretora global de relações corporativas da Suzano, em entrevista ao BNews Junho Verde.
Segundo a diretora, a conferência em solo brasileiro abrirá espaço para uma virada estratégica. “Celebramos avanços significativos na busca por uma economia de baixo carbono, no uso sustentável dos recursos naturais e na valorização da biodiversidade. Além disso, em 2025, com o Brasil sediando a COP30, temos uma oportunidade histórica de protagonizar soluções ambientais globais a partir da nossa realidade e das nossas potencialidades como país megabiodiverso", afirmou Lisbôa.
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Entre os temas centrais debatidos estão a transição energética, o financiamento climático e o papel das florestas tropicais na regulação do clima. Ao BNews Junho Verde, Isabela Suarez, presidente da Fundação Baía Viva e vice-presidente de Sustentabilidade da Associação Comercial da Bahia (ACB), destacou a relevância da matriz energética brasileira.
“O Brasil sediará a COP30 e tem muito a mostrar do ponto de vista sustentável. Por exemplo, em tempos de apagão na Europa e uso de vegetação nativa por lá para gerar energia, temos matriz energética predominantemente renovável, mas complementada por óleo e gás que garantem a segurança energética com tecnologias que mitigam impactos”, afirmou.
A COP30 também pode trazer à tona o potencial de parcerias internacionais para financiar ações de conservação e adaptação, com forte presença de representantes da sociedade civil, setor privado e povos indígenas nos debates. A expectativa é de que acordos mais robustos sobre o mercado de carbono e a proteção da Amazônia sejam firmados ao final do evento.
Em entrevista ao programa "Por dentro da COP30", da BNewsTV, o administrador e economista, diretor da Rede WWI e conselheiro de fundos de investimentos focados em sustentabilidade, Eduardo Athayde, revelou suas expectativas para o próximo evento focado na sustentabilidade.
"A Amazônia Verde vai se encontrar com a Amazônia Azul. Aonde no mundo você pode apresentar isso? Duas potências biodiversas, uma molhada e uma seca. O território molhado da cidade de Salvador. Então assim, tem tudo a ver, nós vamos viver um momento riquíssimo (COP no Brasil) desse encontro da Amazônia Verde com a Amazônia Azul e espero que o mundo celebre isso e que os governos entendam a importância disso e possam mostrar esse potencial único brasileiro para todo o mundo", destacou.
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